SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | QUINTA-FEIRA, 19 DE MAIO DE 2022
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Alta no preço dos materiais escolares chega a 80%, em Rio Preto

Em Rio Preto, alta no preço dos produtos chega a 80% nos casos de itens que usam plástico em sua composição; pesquisa cotou preço de 76 itens

Da Redação
Publicado em 18/01/2022 às 03:46Atualizado em 18/01/2022 às 03:49
O empresário Maurício Cunha buscou estratégias para driblar os aumentos e aumentar o volume de vendas: ‘Manter a margem de lucro, sem prejudicar o consumidor’ (Lucas Amancio 17/1/2022)

O empresário Maurício Cunha buscou estratégias para driblar os aumentos e aumentar o volume de vendas: ‘Manter a margem de lucro, sem prejudicar o consumidor’ (Lucas Amancio 17/1/2022)

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Alta no preço dos materiais escolares chega a 80%, em Rio Preto

Em Rio Preto, alta no preço dos produtos chega a 80% nos casos de itens que usam plástico em sua composição; pesquisa cotou preço de 76 itens

Da Redação
Publicado em 18/01/2022 às 03:46Atualizado em 18/01/2022 às 03:49

O empresário Maurício Cunha buscou estratégias para driblar os aumentos e aumentar o volume de vendas: ‘Manter a margem de lucro, sem prejudicar o consumidor’ (Lucas Amancio 17/1/2022)

O início do ano é marcado pelas tradicionais contas que pesam no orçamento do consumidor e, dentre elas, estão os materiais escolares. Em Rio Preto, diversos produtos tiveram reajuste de preço e ficaram mais caros. Em alguns casos, o reajuste chega a 80%, dependendo do produto. Com o retorno das aulas presenciais, as escolas ampliaram a lista de materiais o que vai impactar ainda mais no orçamento. 

Na média, a expectativa é de que o consumidor desembolse de 15% a 30% a mais na hora das compras. A estimativa é da Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE). Os pais que já iniciaram as compras para as aulas que retornam a partir do próximo mês, já perceberam os aumentos de preços.

Em pesquisa feita pelo Diário, a pasta catálogo 50 plástico Dac foi encontrada pelo menor preço de R$ 18,00 e pelo maior de R$ 19,90. Os preços representam um aumento de R$ 7,80 e R$ 4,50, respectivamente, em relação à pesquisa realizada em janeiro do ano passado, quando o produto era comercializado pelo menor preço de R$ 10,20 e pelo maior preço de R$ 15,40.

Outro item que sofreu com aumentos no intervalo dos últimos 12 meses foi o caderno universitário 200 folhas capa dura (10 matérias). No ano passado, ele era vendido por R$ 9,90 no menor preço e por R$ 16,20 no maior. Atualmente, o consumidor tem que desembolsar R$ 12,90 no menor preço e R$ 21,10 no maior, uma diferença de R$ 3 e R$ 4,20, respectivamente.

Os materiais derivados do plástico foram os mais afetados, conforme explica o proprietário do Bazar Alice, Maurício Cunha Joaquim. “Canetas, potes plásticos e todos os itens que levam esse material sofreram aumentos significativos. As pastas, por exemplo, chegaram a aumentar até 80%, quase dobrando de preço”.

Com tantos aumentos, os comerciantes buscaram estratégias para a margem de lucro sem prejudicar os consumidores. Uma das soluções encontradas por Joaquim foi comprar os produtos no atacado. “Dessa forma é possível vender os produtos no varejo com o preço de atacado, mantendo um valor mais acessível. Outra vantagem de comprar em grande quantidade é que, caso haja novos reajustes pelas fabricantes, conseguimos manter o preço anterior até que o estoque acabe”.

Pesquisa

Em pesquisa publicada pelo Diário nesta terça-feira, 18, foram cotados os preços de 76 dentre os principais materiais escolares em quatro papelarias de Rio Preto e em uma papelaria online que realiza entregas na cidade. A variação total foi de R$ 236,55. (Colaborou Lucas Amancio)

Clique aqui para ver tabela de preço com material escolar ( em R$ )

Setor prevê aumento

No ano passado, as compras do setor de materiais escolares foram reduzidas em decorrência do ensino remoto, quando as aulas presenciais suspensas. Mas, com o avanço da vacinação, as escolas e faculdades de Rio Preto retomaram o ensino presencial – ou no mínimo adotaram o modelo híbrido.

A expectativa dos comerciantes é de que o setor de materiais escolares tenha um aumento de 50% nas vendas neste ano, em comparação ao mesmo período de 2021. “Estamos com o mesmo padrão de listas escolares de 2020, contemplando diversos materiais que não foram pedidos em 2021, como por exemplo, cadernos de artes e pinturas”, afirma Maurício Cunha Joaquim, proprietário do Bazar Alice.

Diferente da conduta de muitas escolas durante o ensino híbrido, a escola em que os filhos da policial rodoviária federal Adriana Latorraca Machado estudam enviou uma lista de materiais completa no ano passado. Devido à modalidade adotada, os estudantes não utilizaram todos os itens adquiridos e agora a mãe conta com uma vantagem na hora das compras. “A escola enviou uma lista de materiais idêntica ao do ano passado, então como muita coisa sobrou, não vou precisar comprar novamente”. (LA)

 
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