SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | QUARTA-FEIRA, 06 DE JULHO DE 2022
COLUNA DO DIÁRIO

Ao encarar a Festa das Nações e evento em Bálsamo, Rodrigo Garcia se expõe a não-convertidos

Em Bálsamo, ao ter a presença anunciada pelo locutor, Rodrigo não se viu vaiado, algo comum em relação a políticos em campanha de qualquer natureza

Maria Elena Covre com Vinícius Marques
Publicado em 18/06/2022 às 19:57Atualizado em 19/06/2022 às 07:59
Rodrigo Garcia em sua chegada na Festa das Nações (Guilherme Baffi)

Rodrigo Garcia em sua chegada na Festa das Nações (Guilherme Baffi)

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COLUNA DO DIÁRIO

Ao encarar a Festa das Nações e evento em Bálsamo, Rodrigo Garcia se expõe a não-convertidos

Em Bálsamo, ao ter a presença anunciada pelo locutor, Rodrigo não se viu vaiado, algo comum em relação a políticos em campanha de qualquer natureza

Maria Elena Covre com Vinícius Marques
Publicado em 18/06/2022 às 19:57Atualizado em 19/06/2022 às 07:59

Rodrigo Garcia em sua chegada na Festa das Nações (Guilherme Baffi)

Até então restrito a ambientes “controlados”, o governador Rodrigo Garcia (PSDB) se lançou nesta sexta-feira, 17, na região, em dois territórios arriscados para políticos em campanha: a lotadaça Festa das Nações, em Rio Preto, e a Festa do Peão de Bálsamo, com portões abertos e cerca de 20 mil pessoas.

Se no “Governo na Área” e nos shows do milhão que protagonizou antes de assumir a principal cadeira do Palácio dos Bandeirantes, o tucano só falava e se expunha a convertidos, uma vez que o público formado por políticos aliados funciona como claque de programa de auditório, o tucano desta vez se expôs ao imprevisível e incontrolável, que são as manifestações coletivas de massa.

Talvez até mesmo por isso tenha calculado bem a rota para dar esse passo adiante, começando pela própria casa. Em Rio Preto, na visita à tradicional festa do Serviço Social São Judas Tadeu, o governador comeu kafta ao lado do deputado federal Geninho Zuliani (União Brasil), do deputado estadual Itamar Borges (MDB), do prefeito Edinho Araújo (MDB) e do vice-prefeito Orlando Bolçone (União Brasil) sem nenhum contratempo, pelo contrário.

No território mais perigoso, Bálsamo, com show de Zé Neto e Cristiano e um público mais identificado com o bolsonarismo, a passagem também ocorreu sem contratempos graves ou que rendesse manchetes de jornais. Ao ter a presença anunciada pelo locutor, Rodrigo não se viu vaiado, algo comum em relação a políticos em campanha de qualquer natureza. No frigir dos ovos, o entorno do governador respirou aliviado e considerou a experiência positiva.

NOTAS

Imagem é tudo

De todos os eventos da região nesta sexta, 17, a mulher de Rodrigo o acompanhou apenas à Festa do Peão em Bálsamo. Afinal, um “homem cristão, casado e de família” não frequenta esse tipo de balada sozinho, explica o entorno do governador. Entendeu o espírito da coisa?

Panos frios

O cantor Zé Neto, da dupla com Cristiano, parece decidido a deixar esfriar as polêmicas que desencadeou ao criticar artistas que se valem da Lei Rouanet e bater de frente com Anitta em show na cidade de Sorriso (MS). Uma confusão que levou a reboque grande parte dos sertanejos, como Gusttavo Lima, e jogou luz a contratações milionárias de atrações artísticas com recursos de pequenas prefeituras para turbinar a popularidade de prefeitos e seus aliados políticos.

Pianinho

Depois de um tempo fora dos palcos devido a uma fratura na costela e também um descanso das turbulentas redes sociais, Zé Neto se reencontrou com o grande público na Festa do Peão de Bálsamo nesta sexta-feira, 17, com direito a portões abertos e lotação máxima. Simpatizante do presidente Jair Bolsonaro e falando para um público que, majoritariamente, compactua com suas posições alinhadas ao bolsonarismo, ele entrou, fez seu trabalho de forma protocolar, mas não deu um único pio sobre política ou qualquer coisa que lembre o barulho armado em torno do tema.

Refugiados

Os refugiados são tema de fórum que a Câmara de Rio Preto promove em parceria com a OAB e a ONG Rede Refúgio nesta segunda-feira, 20. É a segunda edição do evento, que trata de uma questão social que se acentuou nos últimos anos em Rio Preto. Oficialmente, Rio Preto tem quase 700 pessoas “expulsas” de seus países de origem por guerra, violência política ou miséria. Somente a ONG atende 200 destes refugiados.

Top Secret 1

O deputado federal Geninho Zuliani (União Brasil) pode reclamar de tudo em relação ao presidente Jair Bolsonaro (PL), menos de não ter recebido a devida atenção do governo federal no chamado orçamento secreto. Reportagem na página 4A desta edição mostra que ele é, dos quatro federais da região, o que teve acesso ao maior montante de recursos por meio deste expediente para irrigar seus redutos eleitorais na região nos anos 2020 e 2021.

Top Secret 2

O que talvez explica o fato de Geninho votar em consonância com o governo Bolsonaro em quase todas as pautas polêmicas na Câmara Federal. Ou, na pior das hipóteses, deixar de se manifestar, o que dá no mesmo.

Caducou

O Ministério Público do Estado de São Paulo questionou a Prefeitura de Rio Preto a respeito da Adin em que o Executivo tenta derrubar lei aprovada na Câmara instituindo multas para os organizadores de festas clandestinas e donos de imóveis em que os eventos ocorreram. Segundo o MP, o texto já perdeu efeito, uma vez que as regras mais rígidas para a restrição de aglomeração em função da Covid-19 já foram extintas.

CONTRA O FEITICEIRO O domicílio eleitoral de Tarcísio de Freitas (foto), do Republicanos, voltou aos ‘trending topics’ na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes após o desfecho desfavorável a Sérgio Moro (União Brasil). Os opositores intensificaram as baterias sobre a legitimidade da transferência do candidato bolsonarista, que nasceu no Rio de Janeiro, morava em Brasília e, em setembro de 2021, transferiu seu endereço para São Paulo a fim de disputar o governo estadual. De Rodrigo Garcia (PSDB) a integrantes do MBL, passando pelo PT de Fernando Haddad, todos insistem em conectar o ex-ministro da Infraestrutura à sua terra natal. Elvis Cezar, candidato do PDT, por exemplo, só se referia ao adversário como “Carioca” em passagem pelo Diário na última semana. A campanha de Tarcísio se mostra decidida a virar o feitiço contra o feiticeiro. A ideia é acusar de xenofobia os opositores que insistirem na tecla e, assim, conquistar a simpatia da infinidade de migrantes que vieram de toda parte do País para ganhar a vida em São Paulo. (Divulgação/Agência Brasil)

 
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