SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | QUARTA-FEIRA, 06 DE JULHO DE 2022
ARTIGO

O metaverso na revolução do trabalho

Estamos falando aqui de seres humanos ganhando escala, assim como se faz hoje com aplicativos, mas por meio de colegas digitais personalizados e adaptados para trabalhar ao lado das pessoas de carne e osso como assistentes e consultores

Wladimir D'Andrade
Publicado em 25/04/2022 às 22:22Atualizado em 25/04/2022 às 23:08
Wladimir D'Andrade (Reprodução)

Wladimir D'Andrade (Reprodução)

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O metaverso na revolução do trabalho

Estamos falando aqui de seres humanos ganhando escala, assim como se faz hoje com aplicativos, mas por meio de colegas digitais personalizados e adaptados para trabalhar ao lado das pessoas de carne e osso como assistentes e consultores

Wladimir D'Andrade
Publicado em 25/04/2022 às 22:22Atualizado em 25/04/2022 às 23:08

Wladimir D'Andrade (Reprodução)

Quando o Facebook alterou o nome da empresa para Meta, Mark Zuckerberg direcionou a atenção do universo tecnológico e empresarial para o metaverso, uma espécie de rede de mundos virtuais 3D onde é possível interagir, fazer negócios e estabelecer conexões sociais por meio de personagens digitais.

Mas além de games, terrenos virtuais e compra e venda de criptomoedas a visão da companhia se apoia no impacto do metaverso sobre o trabalho das pessoas de todo o planeta. E acredite, o potencial desta tecnologia para transformar o trabalho de forma antes inimaginável é gigantesco.

Pense na sua agenda diária no serviço. Você provavelmente precisa escolher entre diversas tarefas aquelas que você dedicará horas do seu expediente, enquanto outras menos importantes ficam de lado. Afinal, ninguém pode estar em dois ou mais lugares ao mesmo tempo, correto? Errado! Pelo menos de acordo com as promessas do metaverso.

Neste ambiente virtual, onde os negócios estarão presentes assim como estão hoje na internet, os trabalhadores terão a companhia de uma série de colegas digitais, que na verdade são bots altamente realistas, alimentados por inteligência artificial (IA) e semelhantes a humanos.

Estes robôs virtuais usam o que existe de dados sobre o indivíduo para simular com fidelidade o comportamento dele, a sua forma de se expressar e a sua tomada de decisão de maneira a tornar viável o profissional se multiplicar para cumprir várias tarefas ao mesmo tempo.

O presidente de uma companhia poderá assumir uma agenda de encontros no mundo real enquanto no metaverso o seu gêmeo digital assistido por IA recepciona, conversa e apresenta a empresa aos novos funcionários. Ao mesmo tempo, uma terceira réplica realiza um treinamento para os gerentes da organização, uma quarta conversa com clientes, e assim vai. Nos tornamos onipresentes.

Empresas como UneeQ, Velip e Soul Machines possuem hoje robôs digitais embarcados com a mais avançada tecnologia de inteligência artificial e de animação 3D que poderão povoar o universo virtual do metaverso na próxima década para realizar trabalhos repetitivos e monótonos.

Estamos falando aqui de seres humanos ganhando escala, assim como se faz hoje com aplicativos, mas por meio de colegas digitais personalizados e adaptados para trabalhar ao lado das pessoas de carne e osso como assistentes e consultores.

Do mesmo modo que a internet permitiu a criação de uma vasta economia digital – entre as dez empresas mais valiosas do mundo três nasceram na web – o mesmo acontecerá com o metaverso à medida que a tecnologia 3D imersiva ganha impulso e demanda força de trabalho.

Na pandemia aprendemos que o trabalho remoto é viável para uma boa parcela das organizações e dos trabalhadores. A partir de então, as companhias aumentaram a busca por experiências profissionais remotas mais autênticas, interativas e produtivas. Nesta perspectiva, Mark Zuckerberg precisa agradecer pelo coronavírus, que abriu as portas para a sua empresa seguir dominante no futuro.

Wladimir D'Andrade, Jornalista, empresário e especialista em inovação

 
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