SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | QUARTA-FEIRA, 06 DE JULHO DE 2022
ARTIGO

Luxo e hospitalidade

Os hotéis têm liberdade e se auto classificam, como exemplo, o Burj Al Arab em Dubai, considerado 7 estrelas, impressiona muito e acaba sendo um parâmetro no momento da escolha da hospedagem

Célia Gomes
Publicado em 22/06/2022 às 02:25Atualizado em 22/06/2022 às 02:49
Célia Gomes (Reprodução)

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Luxo e hospitalidade

Os hotéis têm liberdade e se auto classificam, como exemplo, o Burj Al Arab em Dubai, considerado 7 estrelas, impressiona muito e acaba sendo um parâmetro no momento da escolha da hospedagem

Célia Gomes
Publicado em 22/06/2022 às 02:25Atualizado em 22/06/2022 às 02:49

Célia Gomes (Reprodução)

Recentemente, em visita a capital São Paulo, constatei que os serviços hoteleiros continuam luxuosos. Comparo ao tempo em que serviam café em bandeja, xícaras de louça, bule e açucareiro de prata. Saudosismo do requinte ou a modernidade deixou tudo mais prático? Atualmente, é difícil imaginar um jovem executivo saboreando um café servido no bule de prata e xícara de porcelana. Certamente esse jovem toma café em sua squeeze. Apreciar um bom café em um copinho de plástico torna-se deveras esforço se comparando aos hábitos do passado, sem falar da garrafa térmica de café, gentilmente deixada no hall do hotel. Significativa será a redução no quadro de colaboradores e despesas ou a cortesia é insignificante nos tempos de hotéis econômicos?

Para entender o comportamento do setor hoteleiro e identificar as diferenças dos hotéis, abordaremos os tipos e as categorias dos meios de hospedagens. A tipologia está relacionada à estrutura do equipamento hoteleiro, sendo assim, pode ser um hotel urbano, flat/apart-hotel, resort, hotel histórico, hotel-fazenda, pousada e cama e café, (MTUR- ministério do turismo). Por curiosidade, ou mesmo para refinar nosso conhecimento, vamos diferenciar as categorias utilizando a terminologia técnica. Os hotéis são divididos nas categorias superluxo, luxo, superior, turístico, econômico e simples.

No Brasil, a partir da década de 1960 utiliza-se estrelas para classificar a qualidade dos meios de hospedagem. Era comum que os hotéis apresentassem em sua fachada as estrelas que haviam conquistado após a classificação. O hóspede, confiante na constelação da fachada ou da folheteria, nem sempre encontrava o prometido. Embora não fosse comum, mas também não raro, sabíamos que alguns estabelecimentos alugavam equipamentos de TV e frigobar até a avaliação e, depois de aparecer no ranking dos estrelados, devolviam boa parte destes equipamentos. Atualmente não é obrigatória a classificação, o hotel pode contratar uma empresa certificadora para avaliar o estabelecimento mediante critérios.

Mesmo assim, será possível encontrar hotéis cinco, seis, sete até oito estrelas. Os hotéis têm liberdade e se auto classificam, como exemplo, o Burj Al Arab em Dubai, considerado 7 estrelas, impressiona muito e acaba sendo um parâmetro no momento da escolha da hospedagem. Vale ressaltar que a classificação hoteleira é feita por órgãos reguladores diferentes a depender dos países envolvidos.

Contudo, em tempos de sites como o TripAdvisor e Booking, o que tem sido critério de escolha pelo hóspede é a avaliação dos consumidores que já utilizaram e espontaneamente fazem comentários. O turista baseia-se na percepção, sensação na experiência das pessoas que já utilizaram o hotel. Um ranking honesto e mais confiável em conformidade com tempos de influencer e opinião de quem utilizou, por exemplo.

Voltando a visita à capital e reconhecendo o luxo hoteleiro, tive o prazer de conhecer o Hotel Rosewood, inaugurado no final de 2021. Localizado nas proximidades da Avenida Paulista, na antiga Cidade Matarazzo, um espaço ícone dos anos 1950, onde funcionava um hospital/maternidade. Segundo o proprietário francês radicado no Brasil Alexandre Allard, “o luxo pode, sim, ser consciente e promover um ganho na autoestima de um destino, sem deixar de se preocupar com o futuro do meio ambiente e características intrínsecas do lugar onde está inserido”. Deslumbrante no conceito, nos serviços, sem falar nos uniformes descolados dos colaboradores.

Com características diferentes, mas em comum o luxo, o Hotel Palácio Tangará, situado no Parque Burle Marx em São Paulo, recebe seus hóspedes com refinada decoração contemporânea em espaçosos quartos, suítes, restaurantes e salas para eventos proporcionando uma belíssima experiência hoteleira.

Econômico ou luxuoso, os hotéis devem ter em comum a hospitalidade, o receber bem, é essa a questão determinante na decisão pelo hóspede.

Célia Gomes, Presidente do Conselho Municipal de Turismo (Comtur) de Rio Preto

 
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