SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | SEGUNDA-FEIRA, 16 DE MAIO DE 2022
ARTIGO

Longevidade e bem-estar

Hipólito Martins Filho
Publicado em 11/01/2022 às 01:06Atualizado em 11/01/2022 às 01:21
Hipólito Martins Filho

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Longevidade e bem-estar

Hipólito Martins Filho
Publicado em 11/01/2022 às 01:06Atualizado em 11/01/2022 às 01:21

Hipólito Martins Filho

O mundo precisa ser repensado já que a longevidade está se tornando uma realidade. As pessoas viverão cada vez mais. Temos que encontrar meios e muito já está a disposição para tornar essa aventura mais confortável. Alguns estudos mostram que a metade das crianças que hoje tem 5 anos poderá chegar aos 100 anos nos EUA e em outros Países desenvolvidos.

A grande questão a ser solucionada é como trazer esses ganhos para as populações dos Países Emergentes ou pobres. Sabemos que sem desenvolvimento econômico e ensino de qualidade jamais chegaremos a esse patamar. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em três décadas, quase 30% da população brasileira será idosa. Por conta dos avanços da ciência, viver décadas a mais com qualidade será possível. Mas os Países mais pobres estão preparados para isso?

A resposta é não, segundo a professora Laura Canstenser, Diretora do Centro de Longevidade da Universidade de Stanford. O estudo mostra que precisamos criar normas sociais que acomodem trajetórias mais longas. Sugere também mudanças na educação, nas carreiras e nas transições da vida para que elas sejam compatíveis com uma vida mais longa. A questão fundamental a ser resolvida é fazer com que as pessoas mudem o seu ritmo de vida, e que tenham uma melhor percepção do que é a vida.

É preciso cuidados, principalmente na faixa dos 40 anos, onde as demandas profissionais e os cuidados com os familiares são intensos. É imperioso definir o ritmo que se quer viver, de forma prudente, priorizando a vida e os encantos que ela nos proporciona. A solução torna.se mais complexa quando observamos que grande parte ou a maioria dos idosos, principalmente dos Países Emergentes ou pobres não tem nenhuma atividade remunerada e suficiente para viver com dignidade os anos de vida que lhe restam. Uma mudança estratégica do mercado de trabalho ajudaria muito, basta não expulsar precocemente esses profissionais experientes, que se manteriam ativos, com uma renda melhor, sentiriam úteis e produtivos, receita perfeita para se tornarem mais longevos.

A mudança no perfil da população brasileira deve acontecer em 2030, quando o País terá mais pessoas a partir de 60 anos do que crianças e adolescentes de14 anos. O governo e as empresas privadas precisarão criar programas de incentivo a essa população mais idosa, não só na área de saúde,mas também na área de empregabilidade e entretenimento. O orçamento dos governos vai ter que priorizar cada vez mais e de forma intensa esse extrato da população que começa a envelhecer rapidamente.

A tecnologia certamente substituirá parte dessa demanda pelo trabalho, é necessário preparar esses idosos. Não adianta viver 100 anos ou mais, sem qualidade de vida, sem perceber que foi útil para a sociedade e sua família, sem olhar para o passado com gratidão e que contribuiu para a construção do seu bairro ou cidade. Parece evidente que viver bem não é só mexer o corpo, alimentar.se adequadamente, ou então dormir bem e cultivar amizades como diz positivamente o estudo. É preciso motivação, cuidados, expectativas e propósitos. Assim sendo, será um ganha ganha sem fim, tanto para a sociedade quanto para o País.

 
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