SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | TERÇA-FEIRA, 09 DE AGOSTO DE 2022
ARTIGO

Hipotireoidismo e nutrição

Eduardo Silva
Publicado em 25/06/2022 às 04:34Atualizado em 25/06/2022 às 04:49
Eduardo Silva (Reprodução)

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Hipotireoidismo e nutrição

Eduardo Silva
Publicado em 25/06/2022 às 04:34Atualizado em 25/06/2022 às 04:49

Eduardo Silva (Reprodução)

Hipotireoidismo é uma desordem da glândula tireoide, em decorrência da deficiência dos hormônios tireoidianos tiroxina (T4) e tri-iodotironina (T3), responsáveis por controlar o crescimento, o metabolismo, o desenvolvimento corporal e a geração de calor, ao exercer funções na produção de proteínas estruturais, enzimas e outros hormônios. Ela é mais comum em mulheres. A dieta é um dos fatores de risco para surgimento e agravamento do hipotireoidismo.

O iodo, o selênio e o zinco atuam como co-fatores na produção dos hormônios tireoidianos. A carência de iodo na dieta e a tireoidite autoimune de Hashimoto são as principais causas de hipotireoidismo, e mais a genética, tumores, cirurgia, toxinas, medicamentos e radiação.

Sintomas: fadiga, fraqueza muscular, câimbras, intolerância ao frio, transpiração reduzida, pele seca e fria, ganho de peso, constipação, sonolência, distúrbios de humor, ansiedade, depressão, raciocínio lento, perda de memória, rouquidão, dislipidemia, disfunção do coração, bradicardia, dor muscular, queda de cabelo, menstruação irregular e enfraquecimento das unhas.

Alimentos com consumo moderado ou restrito podem diminuir a produção de hormônios da tireoide: os que contêm glicosinolatos/cianetos, tiocianato e o isotiocianato podem competir com o iodeto pela entrada nos folículos tireoidianas e comprometer a síntese dos hormônios: (brócolis, nabo, repolho, rabanete, couve-flor e de Bruxelas, mandioca, feijão, linhaça, batata-doce); açúcar (bolos, doce, refrigerante, sorvete, biscoitos); glúten (pão branco, macarrão, arroz); leite e derivados; industrializados com gorduras trans e com sal iodado (carnes defumadas, embutidos, enlatados, margarina, molhos e temperos prontos, salgadinhos, chips, batata frita); cafeína; isoflavonas - soja e derivados e flavonoides.

Alimentos que devem ser priorizados são aqueles com fibras (redução da absorção de açúcar e gordura, controle do peso e constipação), antioxidantes, e com os minerais iodo (algas marinhas, frutos do mar, sal iodado, leite, derivados e vegetais; selênio - participa da conversão de T4 em T3 e auxilia na proteção da glândula tireoide dos danos de radicais livres (ovos, carnes, frutos do mar, cogumelos, cereais integrais, arroz, milho, sementes de girassol, amêndoas, avelã, castanha do Pará, leite); cobre (cacau, amendoim, amêndoa, aveia); zinco (carnes magras, frutos do mar, amendoim, amêndoas, lentilha, feijão, iogurte, queijo fresco, sementes de abóbora, nozes, castanhas e castanhas do Pará); tirosina (carne, peixe, iogurte, banana, acerola, abóbora, caju, mamão, morango, tomate, abacate, laranja; complexo B carne, peixe, leite, ovos, banana, batata, lentilha, óleo de oliva; peixe e óleo de peixe com ômega 3.

Recomenda-se ingerir pequenas refeições, 5 a 6 vezes ao dia com a finalidade de equilibrar o metabolismo lento, beber 2 ou mais litros de água/dia, comer frutas e verduras variadas e coloridas.

Eduardo Silva, Neurocirurgião e Coach

 
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