SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | TERÇA-FEIRA, 09 DE AGOSTO DE 2022
ARTIGO

Gota

Eduardo Silva
Publicado em 30/06/2022 às 18:50Atualizado em 30/06/2022 às 19:11
Eduardo Silva (Reprodução)

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Gota

Eduardo Silva
Publicado em 30/06/2022 às 18:50Atualizado em 30/06/2022 às 19:11

Eduardo Silva (Reprodução)

Hipocrátes, no século V a.C., associava a gota aos gulões e ao excesso de vinho. A gota ou artrite gotosa é uma doença inflamatória dolorosa causada pelo excesso de ácido úrico no sangue (hiperurecemia maior que 6,8 mg/dL), em consequência do depósito de cristais de ácido úrico nas articulações periféricas. A articulação mais frequentemente acometida é a do dedão do pé. Os cristais provocam inflamação (calor, inchaço, rubor e dor) nas articulações e tecidos adjacentes, com tendência a provocar artrite e a formação de protuberâncias nos dedos, pés, tornozelos, cotovelos, joelhos, punhos, orelhas e produção de cálculos renais.

A doença costuma manifestar-se à noite, ser mais severa nas primeiras 12 horas e permanecer por cinco a sete dias ou semanas. O predomínio é mais comum nos homens entre 40 e 50 anos e nas mulheres após a menopausa, em obesos, sedentários e portadores de doenças crônicas. A recorrência da gota pode ser comum em pessoas resistentes à mudança de hábitos ou estilo de vida. Indivíduos com antecedentes de gota são mais suscetíveis à mortalidade por doenças renais, cardíacas e metabólicas.

Fatores de risco: Dieta, obesidade, hipertensão arterial, síndrome metabólica, doenças cardíacas e renais, o uso de diuréticos e de beta bloqueadores, história familiar e o abuso de álcool.

Causas: Ocorre em consequência de hiperuricemia devido ao aumento na produção de ácido úrico (metabólito das purinas) por consumo excessivo de produtos de origem animal, álcool e frutose; por deficiência na eliminação pelos rins, uso exagerado de diuréticos, medicamentos, diabetes, obesidade, hipertensão arterial, arteriosclerose, resistência à insulina.

Prevenção: Deve-se evitar, limitar ou eliminar o uso de álcool e sucos de frutas, alimentos que contenham proteínas animal, como a carne vermelha e embutidos, peixes e frutos do mar.

Laticínios desnatados, ovos, cereja, café, chá verde, frutas com vitamina C, legumes, leguminosas, carboidratos complexos, grãos integrais, castanhas, ervas e temperos naturais, parecem exercer efeitos protetores. Recomendado manter o peso próximo do ideal, fazer atividade física e consumir mais de 2 litros de água por dia. O tratamento diminui a dor e a inflamação nas crises agudas e a correção da hiperurecemia para prevenir episódios futuros e coibir lesões nas articulações. Podem ser usados medicamentos para reduzir os sintomas, bloquear a produção ou para a remoção de ácido úrico.

Eduardo Silva, Neurocirurgião e Coach

 
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