Geraldinho, o 'poeta carreteiro', morre aos 81 anos

SERTANEJO RAIZ

Geraldinho, o 'poeta carreteiro', morre aos 81 anos

Geraldo Aparecido Borges, o Geraldinho, é autor de clássicos do sertanejo raiz como 'Prato do Dia' e 'Aos Pés do Homem'


Geraldinho com o sertanejo Sérgio Reis
Geraldinho com o sertanejo Sérgio Reis - Divulgação

Conhecido como o "poeta carreteiro", o compositor, cantor e caminhoneiro Geraldo Aparecido Borges, o Geraldinho, autor de grandes obras do sertanejo raiz, morreu na segunda-feira, 14, em Rio Preto, aos 81 anos. Entre os sucessos que levam seu nome estão "Prato do Dia", cantado pelas duplas Liu & Leu, Tião Carreiro & Paraíso, Teodoro & Sampaio e pelo cantor Daniel, e "Aos Pés do Homem", sucesso eternizado por Tião Carreiro & Pardinho e regravado por Daniel.

Para o compositor Valdemar Reis, autor de "Meu Reino Encantado", a morte de Geraldinho foi uma perda muito grande. "Ele escrevia com uma expressão extraordinária."

Para o cantor Donizeti, da dupla com Divino, o sertanejo perde uma enciclopédia. "Ele era um poeta nato na música raiz. Sempre foi e sempre será uma referência a todos nós."

Nascido em Ribeiro dos Santos, distrito de Olímpia, Geraldinho fez sua carreira em Rio Preto. Fã assumido de Torres & Florêncio, Palmeira & Luizinho, Tonico & Tinoco, Zé Carreiro & Carreirinho, entre outros, decidiu se dedicar a criar canções sertanejas, lançando "Nossa Terra", música que homenageava a região e foi gravada pelo Trio Simpatia.

Ainda adolescente, ele se apresentou em programas como "Clube da Cirandinha", na extinta PRB-8. Foi lá que ele conheceu Vilela, com quem fez dupla. Com o passar dos anos, Geraldinho decidiu seguir os passos do pai e se tornou caminhoneiro. Pelas estradas brasileiras, teve inspiração para diversas canções.