Morre em Rio Preto o compositor sertanejo Geraldinho

MÚSICA RAIZ

Morre em Rio Preto o compositor sertanejo Geraldinho

Compositor dos sucessos "Prato do Dia" e "Aos Pés do Homem" tinha 81 anos e escreveu dezenas de sucessos sertanejos


Rio Preto
Geraldo Borges, o Geraldinho, poeta carreteiro
Geraldo Borges, o Geraldinho, poeta carreteiro - Reprodução/Facebook

Morreu nesta segunda-feira, 14, em Rio Preto, aos 81 anos, o autor e compositor de música sertaneja Geraldo Aparecido Borges, o Geraldinho, também conhecido como o "poeta carreteiro". Entre os sucessos escritos por ele estão "Prato do Dia", cantado pelas duplas Liu e Leu, Tião Carreiro e Paraíso, Teodoro e Sampaio e pelo cantor Daniel, e "Aos Pés do Homem", sucesso eternizado por Tião Carreiro e Pardinho e regravado por Daniel.

Segundo informações apuradas pela reportagem, Geraldinho estava internado há uma semana. Autor de dezenas de canções, interpretadas por diferentes artistas do ramo, ele deixa além da mulher, filhos e netos. De acordo com o compositor Valdemar Reis, autor do sucesso "Meu Reino Encantado", a morte de Geraldinho foi uma perda muito grande.

"Ele era um dos representantes reais da música sertaneja raiz, pois escrevia com uma expressão extraordinária", disse Reis, que afirmou que a música perdeu, hoje, um baluarte. Para o cantor Donizeti, da dupla com Divino, o sertanejo perde uma enciclopédia. "Ele era um poeta nato na música raiz. Sempre foi e sempre será uma referência a todos nós", disse o cantor.

Nascido em Ribeiro dos Santos, distrito de Olímpia, Geraldinho fez sua carreira em Rio Preto. Fã assumido de Torres e Florêncio, Palmeira e Luizinho, Tonico e Tinoco, Zé Carreiro e Carreirinho, entre outros, ele decidiu se dedicar a criar canções sertanejas, lançando "Nossa Terra", sua primeira música que homenageava a região e foi gravada pelo Trio Simpatia.

No início de sua carreira, ainda adolescente, ele se apresentou em programas da cidade como "Clube da Cirandinha", na extinta PRB-8. Foi lá que ele conheceu Vilela, com quem fez sua primeira dupla, tendo se apresentado em circos e eventos na época.

Com o passar dos anos, Geraldinho decidiu seguir os passos do pai e se tornou caminhoneiro. Pelas estradas brasileiras, ele teve inspiração para diversas criações, tendo feito parceria com diversas duplas como Liu e Léu ("Transamazônica"), Jacó e Jacozinho ("Artista Sincero"), Taviano e Tavares ("Cabo Mesquita"), Zico e Zeca ("A Voz do Tempo"), Divino e Donizeti ("Segurança") e Goiano e Paranaense ("O Doutor e o Caipira").

O corpo de Geraldinho será enterrado nesta terça-feira, 15, às 11h, no Cemitério Jardim da Paz.