Luiz Gonzaga inspira oficinas e show

O CANCIONEIRO DE LUA

Luiz Gonzaga inspira oficinas e show


Cris Duarte (ao centro) canta o legado musical de Luiz Gonzaga
Cris Duarte (ao centro) canta o legado musical de Luiz Gonzaga - Gilberto Gubolin Jr./Divulgação

À frente de "O Cancioneiro de Lua", espetáculo musical dedicado a Luiz Gonzaga (1912-1989) que ganhou a cena rio-pretense no ano de 2016, a cantora e produtora Cris Duarte realiza uma série de ações virtuais inspiradas no legado do rei do baião. O projeto, que leva o mesmo nome do show, foi contemplado na edição deste ano do Prêmio Nelson Seixas, da Secretaria Municipal de Cultura.

Além de quatro oficinas virtuais, que contemplam aspectos da cultura nordestina, também está programado um show online, no dia 13 de dezembro, tendo a viola caipira como convidada especial.

Segundo Cris, a proposta de agregar novos elementos à tradicional formação triângulo, pandeiro e zabumba do forró nordestino está na origem de "O Cancioneiro de Lua". "Em nossa estreia em 2016, realizada com recursos próprios, contamos com a participação harmônica do violão e do contrabaixo acústico. Agora, indo de encontro às raízes da região de Rio Preto, o projeto inclui a viola caipira na sua formação original", conta.

Depois de uma oficina de triângulo com Marco Mourão no mês passado, a programação segue com as oficinas de Libras de Thaisy Rodrigues (19/9, às 15h), de pandeiro com Mestre Boca (17/10, às 15h) e de artesanato com Cris Duarte (21/11, às 15h). Tanto as oficinas como o show, programado para as 18h, podem ser acompanhados no Facebook e no Youtube da Casa Cultural, produtora comandada por Cris em Rio Preto.

Em "O Cancioneiro de Lua", o espetáculo, Cris (voz e triângulo) está acompanhada dos músicos João Francisco (sanfona), Niva Aloi (zabumba), Marco Mourão (bateria), Edson Nascimento (viola caipira). O show ainda tem Thaisy Rodrigues como intérprete de Libras e intervenções do ator Anderson Niels (Cia. Livre de Teatro). "Ele [Anderson Niels] representará a figura do retirante nordestino, que tem orgulho de suas raízes e coragem na sua caminhada, o que fortalece a valorização e senso de pertencimento aos inúmeros nordestinos que moram na região de Rio Preto", reforça Cris. "É um espetáculo tocante e sutil que remete à nostalgia, à labuta e à força do povo nordestino, retratados através do grandioso legado do inesquecível Rei do Baião", acrescenta.