Academia Rio-pretense de Letras e Cultura empossa seis novos imortais

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Academia Rio-pretense de Letras e Cultura empossa seis novos imortais

A Academia Rio-pretense de Letras e Cultura, que completa 11 anos em 2020, acaba de admitir seis novos imortais, quatro da área da literatura e dois da área cultural


A tradutora e escritora Patrícia Reis Buzzini
A tradutora e escritora Patrícia Reis Buzzini - Johnny Torres

A Academia Rio-pretense de Letras e Cultura (Arlec) conta com seis novos imortais, que foram admitidos após votação secreta realizada a partir de edital de seleção publicado no dia 15 de julho. Na área da literatura, foram admitidos o escritor, artista plástico e médico Ângelo Soares Neto, o poeta Cleber Júnior Falquete, a jornalista e escritora Elma Eneida Bassan Mendes e a tradutora e escritora Patrícia Reis Buzzini. Já na área cultural, os novos imortais da Arlec são o advogado e professor Eudes Quintino de Oliveira Júnior e o professor e escritor Pérsio Luís Marconi.

Clique aqui para ler o ofício com a nomeação dos novos imortais

Segundo o atual presidente da Arlec, Alberto Gabriel Bianchi, em virtude da pandemia da Covid-19, a solenidade de gala para a posse será marcada em momento mais oportuno. "Houve um número muito grande de candidatos, todos de grande valor. A Comissão Especial para Admissão debruçou-se sobre o estudo dos currículos recebidos com bastante empenho e seriedade, para chegar ao resultado", informou.

Chanceler da Academia Brasileira de Escritores (Abresc), também sediada em Rio Preto, Patrícia comenta que fazer parte da Arlec tem um sabor especial, pois a entidade conta com vários de seus ex-professores, gente que admira e que contribuíram para seu crescimento profissional e pessoal. "Há amigos e amigas queridos que tive a oportunidade de conviver ao longo de minha vida. Enquanto a Abresc conta com escritores de todo o País, ajudando ampliar o meu círculo de amizades, a Arlec mexe com a minha memória afetiva", destaca.

A tradutora e escritora ainda conta que já tem várias sugestões de projetos para a entidade, que está promovendo ações para ficar ainda mais próxima da comunidade de Rio Preto.

Autora da biografia do cardiologista Domingo Braile (1938-2020), que foi imortal da Arlec, Elma diz estar "radiante" com a admissão na Arlec. "Foi um presente da vida, de Deus, do tempo. Dr. Braile gostava muito da Academia e eu aprendi a gostar também, de longe, a admirar. Ele dizia que a Academia era para o nosso deleite, nossa interação com a comunidade. E é verdade. Estou me sentindo ainda mais inserida, sensação de pertencer a algo bom, valioso, precioso", destaca. 

"Fiquei feliz quando fui selecionada pra Academia de Letras do Brasil. Mas não era a Arlec. Não tinha o peso para o meu coração e para minha alma que tem a Arlec. Então, posso dizer que estou plena de felicidade. Encantada", completa a jornalista e escritora.

Já Falquete, autor de vários livros de poesia, sente sua obra reconhecida com a entrada na Arlec. "Estou me sentindo muito lisonjeado por ter essa honra de entrar para um seleto grupo de grandes representantes das letras, a Arlec. A eleição representa todo um reconhecimento da minha obra literária. É sem dúvida um grande momento para mim."

Recém-desligado a reitoria da Unorp, Quintino destaca estar empenhado em trabalhar para a Arlec. "É imensurável a honra de participar da Academia Rio-pretense de Letras e Cultura. Sou muito grato pela escolha do meu nome e, imbuído do mais salutar espírito corporativo, assumo o compromisso de bem servir à instituição, com trabalho profícuo e empenho constante. Tal honraria, na realidade, representa uma contribuição que cada membro carrega para, na sua área respectiva do saber e experiência, proporcionar dividendos culturais à comunidade. Trata-se, no fundo, de um múnus público com a função de expandir o conhecimento com o consequente enriquecimento de nossa cidade e região."

Para Marconi, o ingresso na Arlec representa uma grande responsabilidade. "Quando meu nome foi indicado para fazer parte da Arlec, dividi-me entre surpreso e ansioso. Afinal, acompanho a vida e o trabalho da Academia há tempos, sempre com admiração. Ao receber a notícia da aprovação, obviamente, exultei de alegria. Entretanto, esta veio com um pouco de apreensão. Como é sabido, a Arlec congrega mentes brilhantes e intelectuais que vivem muito à frente de seu tempo. Meu desejo é ampliar conhecimentos com a ajuda desses novos companheiros."

A Arlec completa em 2020 11 anos de história em Rio Preto. Seu atual presidente ainda informou que outras cadeiras permanecem vagas e deverá ser realizada nova eleição em futuro próximo.