Cantora de Rio Preto se reinventa na maturidade

LÚ MORENA

Cantora de Rio Preto se reinventa na maturidade

Rumo aos 60 anos, a cantora Lú Morena, de Rio Preto, se redescobre como artista e pessoa por meio das transmissões ao vivo feitas nas redes sociais


Lú Morena embarca para a sua segunda live, programada para o dia 31 deste mês
Lú Morena embarca para a sua segunda live, programada para o dia 31 deste mês - Fotos: Arquivo pessoal

Rumo aos seus 60 anos de idade, que se completará em janeiro de 2021, a cantora Lú Morena, de Rio Preto, se reinventa durante a pandemia da Covid-19. Assim como inúmeros artistas da música que foram forçados a se familiarizar com as tecnologias do ambiente online, ela se encontra descobrindo novas formas de fazer sua voz chegar ao público, preparando-se para a realização de sua segunda live, programada para o dia 31 deste mês.

Interagir com as pessoas por meio de uma câmera e de uma mídia social pode não ser o ideal para quem se descobriu cantora em cima de um palco e diante de uma plateia, mas tem rendido inúmeras emoções para Lú Morena, que, em sua primeira live, realizada no dia 26 de junho, teve a oportunidade de se conectar com pessoas que não via há muito tempo. "Tinha pessoas do mundo inteiro me assistindo. Gente que está distante e não via há tempos. Tive a chance de recuperar relações que estavam perdidas. Foi uma emoção que eu não imaginava sentir nessa altura da minha vida", comenta ela.

No entanto, o novo nunca foi um problema na vida de Lú Morena, que chega à maturidade esbanjando talento e saúde, já que, além da música, a atividade física, em especial a equoterapia, sempre a acompanhou. "Sou uma artista que sempre busquei cantar de tudo, não ficar de fora da modernidade. Da mesma forma que canto música sertaneja e clássicos da MPB, também interpreto canções de nomes, digamos, mais atuais, como O Rappa e Charlie Brown Jr. Sou bastante eclética, e já cantei para públicos de diferentes idades ao longo de minha trajetória como cantora", destaca.

Cantar é algo que sempre fez parte da vida dessa curitibana, filha de pai carioca e de mãe capixaba, que cresceu no litoral e se apaixonou pelo interior. E foi na região, em Icem, que ela conquistou seu primeiro título em um festival de música, mais precisamente no ano de 1987. "Era um festival que tinha a participação de artistas de todo o País. O Pedro Ganga [atual secretário municipal de Cultura] era um dos nomes que faziam parte do corpo de jurados", lembra ela, que recebeu o título de melhor intérprete ao cantar "Tatarema", canção de Joãozinho Ribeiro e Marcos de Oliveira.

A partir desse título, ela começou a circular por festivais, além de se apresentar em bares e festas particulares. Nas férias, descia para a praia com o violão a tiracolo, fazendo shows em escunas para plateias formadas principalmente por estrangeiros. No interior paulista, teve contato com a cultura tropeira, que se tornou uma grande paixão, assim como o hábito de andar a cavalo. "Sou defensora da equoterapia, pois sei o quanto ela foi benéfica para mim", diz ela, que se formou em Educação Física.

"São muitas pessoas que chegam até mim comentando que eu não fico velha, que estou bem sempre. E eu digo que esse é o poder da cavalgada. Eu ando a cavalo sempre. É algo que não me cansa, não me causa dor", conta Lú Morena, que ainda tem histórico de atleta: já nadou e jogou vôlei por Rio Preto. 

Por isso, ela diz que não sente a chegada da maturidade. "Tenho um corpo saudável, não bonito. Nunca me incomodei com essa coisa física da beleza. Quero é estar em paz comigo mesmo, cultivar uma beleza que é interior. É esse tipo de benefício que eu busco na música e no esporte, é o mental, é poder conversar com Deus enquanto caminho ou cavalgo. Isso é que importa", sinaliza.

Além de se preparar para a segunda live, que ela apresentará ao lado dos músicos Thales Dalmiglio e Hudson Martins, Lú Morena faz planos para a sua carreira ligados à tecnologia. O próximo passo é criar um canal no Youtube, algo que ela nem pensava antes do início da pandemia. "Não me imaginava chegar aos 60 anos fazendo live, me conectando com as pessoas pela internet. Mas isso tem sido algo empolgante, e espero poder alimentar ainda mais as emoções positivas das pessoas, que estão passando por um momento bastante delicado com esse distanciamento social. Quero que minha voz chegue e motive outras mulheres da maturidade", conclui.