LANÇAMENTO

Diretor rio-pretense produz curta colaborativo em plena quarentena

'Depois do Medo' nasceu a partir da colaboração de 40 pessoas, que enviaram vídeos ao diretor de Rio Preto sobre a pandemia


Alexandre Estevanato em cena do curta 'Depois do Medo'
Alexandre Estevanato em cena do curta 'Depois do Medo' - Divulgação

Como a pandemia do novo coronavírus interferiu em sua vida? Quais são as coisas que mais lhe angustiam nessa quarentena? A partir de perguntas como estas, 40 pessoas produziram vídeos sobre o seu cotidiano durante o período de isolamento social. E eles fazem parte do curta-metragem "Depois do Medo - As pessoas estão parando de respirar", produzido pelo diretor Alexandre Estevanato, de Rio Preto. 

"Depois do Medo" poderá ser conferido gratuitamente a partir desta quarta-feira, 13, às 20h, quando será liberado nos perfis da Estevacine - a produtora de Estevanato - no Instagram, Facebook e Youtube

"No começo da pandemia, eu achava que era algo passageiro, mas comecei a me angustiar quando percebi que não havia previsão para voltar à normalidade. Nas redes sociais, via que as pessoas estava angustiadas com a situação. Pensei em fazer um filme sobre isso como uma forma de ajudá-las a colocar pra fora essas angústias", comenta o diretor.

Como o momento impede o encontro físico, Estavanato fez uma publicação despretensiosa no Facebook convidando quem quisesse participar da produção. Foram mais de 100 manifestações. "Eu enviei um briefing para cada pessoa, solicitando a gravação de um vídeo que retratasse o seu cotidiano na quarentena. No final, recebi 40 vídeos", conta.

Além dos vídeos feitos de forma colaborativa, o curta traz um poema do irmão do diretor, o enfermeiro Marco Aurélio Estevanato, de Marília, que está atuando no enfrentamento da Covid-19. "Meu irmão também é poeta e fez uma poesia refletindo sobre toda essa situação. No curta, ela é lida pelo ator Ícaro Negroni, meu parceiro em outras produções", explica Estevanato, que também gravou cenas suas para "Depois do Medo".

"Fiz toda a produção sozinho. Decupei todo o material em vídeo que recebi e fiz a edição do curta", diz. "A proposta é provocar a reflexão. Espero que as pessoas se vejam nas situações retratadas no curta, saibam que não estão sozinhas no enfrentamento dessa doença."

Estevanato destaca ainda que deixou as pessoas livres para criar. "Alguns me questionaram sobre o que fazer, mas eu disse que a regra era não me perguntar nada. Deixei todo mundo livre para criar, e o resultado foi incrível. Recebi vídeos de gente dormindo, tomando banho, fazendo as refeições. E tem coisas inusitadas também."