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Operação Enterprise

PF prende traficante internacional que agia em Rio Preto

Segundo processo homem tinha atuação em Rio Preto e também no Porto de Santos. Identidade não foi revelada pela PF

por Lucas Israel
Publicado em 04/02/2021 às 12:38Atualizado em 06/06/2021 às 09:25
Quadrilha tinha atuação em Rio Preto (Divulgação)
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Quadrilha tinha atuação em Rio Preto (Divulgação)
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A Polícia Federal e a Interpol prenderam nesta quinta-feira, 4, na Colômbia, Alejandro Correa Aristizábal, um dos suspeitos de atuarem em um esquema de tráfico internacional de drogas com atuação em Rio Preto. Segundo a PF ele também atuava no porto de Santos. Os dados do suspeito foram incluídos na difusão vermelha da Interpol, o que possibilitou a sua captura.

A Operação Enterprise, foi realizada de maneira conjunta entre a Polícia Federal e a Receita Federal e deflagrada em novembro de 2020. Ainda de acordo com dados da PF, Aristizábal estava em Sabaneta, na região de Medellín, tinha atuação no esquema e possuía diversas passagens por locais de interesse do grupo, como Europa, Panamá e Emirados Árabes.

Esta foi a maior operação do ano passado no combate à lavagem de dinheiro do tráfico de drogas e a maior da história na apreensão de cocaína nos portos brasileiros. Foram 149 mandados de busca e apreensão e 66 de prisão. Outro suspeito foi preso em Curitiba na última quarta-feira, 3, e era investigado por tráfico de drogas e crimes correlatos praticados via modal marítimo na cidade de Paranaguá/PR.

Ao todo foram seis pessoas presas pela Polícia Federal na região de Rio Preto durante a Operação Enterprise. Elas são suspeitas de participarem da abertura de dez empresas fictícias e operarem 21 aeronaves em esquema de transporte de cocaína do Brasil para a Europa. As informações estão no processo da 14ª Vara Federal de Curitiba.

Foram presos na região em novembro do ano passado, o empresário Milton Constantino da Silva, o contador Tiago de Freitas Correa e os pilotos Silvio Berri Junior e o filho dele Diego Berri, Marco Aurélio Amoetti e Túlio Cabrera Barca. Todos são suspeitos de integrar o núcleo logístico aéreo da quadrilha - responsável por trazer a droga para de países vizinhos para a região.