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LUTO

Missa de corpo presente de padre de Rio Preto é realizada na Ucrânia

Corpo do religioso, que morreu devido a uma tromboembolia após cirurgia no joelho, deve chegar ao Brasil entre sexta-feira, 12, e sábado, 13

por Joseane Teixeira
Publicado há 1 horaAtualizado há 1 hora
Padre Robson Mattos (Arquivo pessoal)
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Padre Robson Mattos (Arquivo pessoal)
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Será realizada nesta terça-feira, 9, na cidade de Khmelnytskyi, na Ucrânia, a missa de corpo presente do padre rio-pretense Robson André Gavioli de Mattos, que morreu no último sábado, 6, aos 36 anos, devido a uma tromboembolia após cirurgia no joelho. Segundo o pai, Osnir Alves de Mattos, o religioso era diabético. A suspeita é que ele sofreu um pico de glicemia após anestesia.

Em fevereiro de 2022, o Diário contou a história de fé coragem do sacerdote, que foi ao encontro da área de conflito, enquanto refugiados tentavam deixar o país.

Quando a guerra escalou, Robson estava em uma conferência a sete quilômetros de duas fronteiras (Hungria e Eslováquia), mas decidiu voltar para o seu posto em Khmelnytsky.

A cidade onde o religioso atuava não é próxima a nenhuma fronteira, mas está na rota dos refugiados que seguem para a Polônia. Por isso, a igreja tem funcionado como base de apoio, oferecendo descanso, banho e alimentação para dezenas de famílias. Quem se aloja, repõe também as energias espirituais. “Não deixamos o irmão seguir jornada sem uma palavra de vida e esperança”, disse Robson na ocasião.

Ordenado padre em 2021, ele era responsável pela missa das crianças, celebrada todos os domingos de manhã.

Apesar da incerteza sobre o futuro, Robson tinha confiança no propósito que o levou até a Ucrânia. “Fui sorteado entre dezenas de missionários para estar neste país. Minha mãe disse para eu voltar para casa. Respondi para ela: ‘mãe, eu já estou em casa’”.

A última visita ao Brasil foi em 2023, quando passou 20 dias com a família. Para familiares e amigos próximos, Robson viveu o evangelho de Cristo.

“Ele escolheu ficar na Ucrânia e se doar. Era um homem alegre, acolhedor. Assumiu sua vocação missionária com muita dedicação, levando paz e esperança para a população sofredora daquela região hostil”, disse o padre Valdinei Lobo, da Paróquia Santuário das Almas, onde Robson, por incentivo dos pais Osnir e Creuza, iniciou a catequese.

O sacerdote conta que Robson machucou o joelho durante um passeio com os jovens. “Ele queria que eles tivessem um dia feliz, que esquecessem um pouco o estresse das sirenes dos sistemas antibombas”.

Segundo o pai Osnir, a Redemptoris Mater de Brasília (seminário missionário arquidiocesano internacional) está providenciando o traslado do corpo ao Brasil. Foi a entidade que proporcionou ao então jovem vocacionado a oportunidade de se formar em Teologia e Filosofia e exercer seu ministério na Ucrânia.

“A saudade é imensa. Mas os vídeos e mensagens que estamos recebendo de pessoas da Ucrânia nos dá conforto. Nosso filho tinha uma missão, assumiu ela de todo o coração e foi feliz cumprindo a vontade de Deus”, emociona-se Osnir.

O corpo deve chegar ao país entre sexta-feira, 12, e sábado, 13. Um velório será realizado em Rio Preto. Posteriormente, o corpo de Robson será sepultado na cidade onde nasceu: Urânia. Por uma bonita coincidência, o que separa Urânia de Ucrânia é apenas um ‘c’, de Cristo.