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CONEXÃO CRIMINOSA

Justiça mantém prisões de empresários de Rio Preto suspeitos de lavar R$ 2 bilhões de bicheiros cariocas

Grupo foi preso nesta quarta-feira durante operação conjunta do Gaeco e da Polícia Federal

por Marco Antonio dos Santos
Publicado em 30/07/2026 às 08:48Atualizado em 30/07/2026 às 14:13
Operação da PF em Rio Preto, onde funcionava parte considerada relevante do esquema: imóveis, veículos de alto valor e ativos financeiros foram apreendidos (Divulgação/PF)
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Operação da PF em Rio Preto, onde funcionava parte considerada relevante do esquema: imóveis, veículos de alto valor e ativos financeiros foram apreendidos (Divulgação/PF)
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A Justiça manteve a prisão de cinco moradores de Rio Preto que foram detidos nesta quarta-feira, 29, por suspeita de integrarem um esquema de lavagem de dinheiro de bicheiros e milícias cariocas. Todos foram alvo de operação conjunta do Gaeco e da Polícia Federal de Rio Preto.

Estão presos o empresário Nathan Felipe Rodrigues Malavasi, do ramo de construção civil, seu pai, Alessandro Marco Malavasi, e seus funcionários Giovanna Rodrigues Galvão, Jonathan da Silva Martiniano e Nilson Pereira Ola dos Reis. Contra os cinco há mandados de prisão preventiva, mantidos após audiência de custódia.

Segundo as investigações, o grupo criou empresas de fachada para operar centenas de maquininhas de cartão e sistemas de pagamento via Pix, utilizados em pontos de jogo do bicho, vídeo bingo e também em áreas dominadas por milícias no Rio de Janeiro.

Os investigados poderão responder, conforme o grau de participação, pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa, cujas penas podem ultrapassar 10 anos de prisão.

A Polícia Federal informou que as investigações continuam, com o objetivo de mapear toda a estrutura da organização criminosa, identificar outros beneficiários do esquema e esclarecer a origem completa dos recursos ilícitos.

Os advogados dos presos informaram que só irão se manifestar após terem acesso integral aos autos do processo.