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CRIME ORGANIZADO

Gaeco cumpre mandado em Cardoso contra agentes públicos ligados ao PCC

Entre os investigados da Operação Infiltrados estão um ex-policial civil, um investigador chefe da Polícia Civil, um policial penal e um estagiário do Ministério Público

por Joseane Teixeira
Publicado há 1 horaAtualizado há 58 minutos
Operação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público (Divulgação/MP-SP)
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Operação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público (Divulgação/MP-SP)
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Promotores de Justiça do Gaeco, com apoio do Batalhão de Ações Especiais (Baep), da Corregedoria da Polícia Civil e da Corregedoria da Polícia Penal, deflagraram nesta terça-feira, 9, a Operação Infiltrados, que cumpriu mandados de busca e apreensão e de prisão temporária contra investigados de Cardoso e Campinas. A ação envolve corrupção de agentes públicos, a prática de extorsões, a violação de sigilo funcional, bem como a possível infiltração de membros da organização criminosa no próprio Ministério Público.

Entre os investigados estão um ex-policial civil, um investigador chefe da Polícia Civil, um policial penal e um estagiário do Ministério Público.

Um mandado foi cumprido em escritório de advocacia e foi acompanhado pela Comissão de Prerrogativas da OAB.

Segundo informações do Ministério Público, durante as investigações da Operação Pronta Resposta, deflagrada em agosto do ano passado, o Gaeco descobriu que, uma semana antes, um dos principais acusados, responsável direto pela execução do plano para matar um promotor de justiça, se reuniu com o Chefe dos investigadores da Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes (DISE) de Campinas.

“No material apreendido pelo Gaeco, foram localizados vídeos que mostram o encontro realizado entre os investigados, justamente às vésperas da deflagração da operação que viria a frustrar o suposto atentado contra o membro do Ministério Público. O Gaeco investiga as informações privilegiadas e sensíveis que teriam sido repassadas ao criminoso pelo investigador de polícia”, informou.

Foi apurado ainda que um dos principais membros da organização criminosa estava sendo vítima de extorsão, praticada por um estagiário do próprio Ministério Público que, meses antes, teria se infiltrado em uma das Promotorias de Justiça Criminais de Campinas para fins criminosos.

“Utilizando os bancos de dados e sistemas de pesquisa e contando com o auxílio de outros agentes públicos, o estagiário teria conseguido identificar criminosos de alto poder econômico e, então, direcionado esforços para extorquir dinheiro em troca de suposta proteção nas investigações. Dentre esses outros agentes públicos, estaria um policial penal e um ex-policial civil, já expulso da Polícia Civil anos atrás pela prática do crime de extorsão mediante sequestro”, consta no comunicado oficial.

Os atos de extorsão teriam sido praticados com o uso de internet de um escritório de advocacia, segundo as investigações.

Nesta terça-feira foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária nas cidades de Campinas e Cardoso.

Por envolverem suspeitos integrantes da Polícia Civil e da Polícia Penal, para cumprimento das ordens judiciais de busca e apreensão e de prisão, expedidas pelo Juízo de Garantias de Campinas, além do 1º BAEP, o Gaeco contou com o apoio das Corregedorias da Polícia Civil e da Polícia Penal, bem como da Comissão de Prerrogativas da OAB, especificamente para as buscas em escritório de advocacia.