SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | DOMINGO, 07 DE AGOSTO DE 2022
PANDEMIA

Professores da rede municipal de Rio Preto pedem redução de carga horária

A mudança, que inclui redução de salário, significaria uma economia de aproximadamente R$ 500 mil por mês aos cofres públicos

Arthur Pazin
Publicado em 26/05/2020 às 18:35Atualizado em 07/06/2021 às 02:50
 Doze cidades ainda não decidiram se retomam ou não as aulas (Pixabay)

Doze cidades ainda não decidiram se retomam ou não as aulas (Pixabay)

Um grupo de professores de Educação Básica I (PEB I) da rede municipal de Educação de Rio Preto propôs à Secretaria a redução voluntária da jornada de trabalho de 40 para 35 horas com redução de salário como alternativa no período da pandemia do coronavírus. Os profissionais argumentam que a mudança significaria uma economia de aproximadamente R$ 500 mil por mês e R$ 6 milhões por ano aos cofres públicos.

De acordo com o grupo, a mudança não impactaria o andamento das atividades escolares, uma vez que a jornada em sala de aula é de 25 horas semanais para os alunos e as professoras com jornada de 40 horas cumprem 30 horas/aula semanais, ficando um dia à disposição para eventuais substituições, que muitas vezes não são necessárias.

A reivindicação existe desde 2014, quando iniciou-se a jornada de 40 horas na Educação Municipal. Em 2018, a pasta enviou às escolas municipais uma pesquisa para saber quais professores desta jornada teriam a intenção de reduzir seu turno para 35 horas trabalhadas. Na ocasião, a maioria dos educadores respondeu que gostaria de reduzir sua jornada. No entanto, a proposta não avançou.

À reportagem, uma professora, concursada desde 2014, que não quis se identificar, disse que para ela a redução é vantajosa, uma vez que ela passaria a ter uma vida particular. "Não posso marcar um médico, um compromisso, porque tem que estar sempre à disposição da escola. Então, não é injusto eu diminuir meu salário e poder trabalhar menos. É estressante para um professor uma jornada de 40 horas", explicou a profissional.

De acordo com o coordenador geral da Atem (Sindicato dos Servidores da Educação), Fabiano de Jesus, cerca de 400 dos 700 professores querem a alteração na jornada. Ele lembra ainda que o valor economizado é o mesmo apontado pela Prefeitura para poder convocar os professores que tiveram a nomeação suspensa em função da pandemia. 

O representante da entidade protocolou um ofício ao município, lembrando que o professor tem a jornada semanal registrada por hora/aula, diferentemente dos demais funcionários públicos municipais, sendo então possível a migração de sua jornada semanal a partir da manifestação individual de cada professor e da conveniência do interesse público, como já ocorre com o Professor de Educação Básica II (PEB II), ao escolher a jornada semanal de 24 horas.

Em nota, a Secretaria de Educação informou que recebeu a solicitação por meio da Ouvidoria e que encaminhou o pedido ao departamento pessoal para análise.

 
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