SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | DOMINGO, 05 DE DEZEMBRO DE 2021
PEQUENOS HERÓIS E HEROÍNAS

Crianças ganham fantasias para sessão de radioterapia no HCM, em Rio Preto

A unidade passou a disponibilizar fantasias de personagens e super-heróis para as crianças que vão passar pela radioterapia

Millena Grigoleti
Publicado em 12/11/2020 às 22:18Atualizado em 06/06/2021 às 17:18
A unidade passou a disponibilizar fantasias de personagens e super-heróis para as crianças que vão passar pela radioterapia (Fotos: Divulgação/Hospital de Base)

A unidade passou a disponibilizar fantasias de personagens e super-heróis para as crianças que vão passar pela radioterapia (Fotos: Divulgação/Hospital de Base)

Em vez de uma criança que precisa de um tratamento dolorido, imagina ser a Mulher Maravilha, o Homem de Ferro, a Branca de Neve, o Batman ou o Chaves por alguns momentos. Isso agora é possível no setor de radioterapia da Funfarme, que engloba o Hospital da Criança e Maternidade (HCM), Hospital de Base, Ambulatório de Especialidades, Instituto Lucy Montoro e Instituto do Câncer (ICA). A unidade passou a disponibilizar fantasias de personagens e super-heróis para as crianças e adolescentes de até 18 anos que vão passar pela radioterapia.

A ideia foi da biomédica Jéssica Ferreira dos Santos e surgiu de uma parceria entre as equipes administrativas e técnicas da ala e da ONG paulistana DOAmor.

No total, são 80 fantasias. "A criança fica no setor, quando vai tratar nós conversamos e descobrimos o personagem preferido. Ele escolhe a fantasia e trata todo dia com ela. No final do tratamento, fica com ela", explica a profissional. "Surgiu pela necessidade de trazer diversão, esperança para essas crianças e a família, que estão passando por um momento difícil. Que seja um mundo de imaginação, um mundo melhor, onde a criança tenha vontade de ir à radioterapia para se tratar porque vai se vestir do personagem preferido, vai ficar quietinha durante o tratamento, evitando a necessidade de sedação, vai ter menos traumas, vai passar por esse momento delicado de forma mais alegre", afirma a biomédica.

Nesta quinta-feira, 9, Denise de Lima Loiola, de 9 anos, se transformou em Minnie. Ela precisou fazer radioterapia porque vai passar por um transplante de medula, já que a sua deixou de funcionar.

"Ela reagiu bem à sessão, foi tudo muito tranquilo e em paz, ela se sentiu bem mais tranquila ao ganhar a fantasia, ficou muito feliz. Achou linda a roupinha, gostou da bolsinha e da tiara", diz Ivaneide Ricardo de Lima, de 39 anos, mãe dela. Ela complementa que a pequena se esqueceu por alguns momentos de que tinha um tratamento difícil pela frente. "A gente consegue relaxar e esquecer um pouco o que está passando. Foi uma ideia maravilhosa, que eles continuem promovendo essa alegria a essas crianças."

Biomédica Jéssica Ferreira dos Santos, criadora do projeto, com o paciente Jonh Riel Ferreira Carvalho, 10 anos
 
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