Abertura de áreas de lazer precisa ser acompanhada de higienização em Rio Preto

RIO PRETO

Abertura de áreas de lazer precisa ser acompanhada de higienização em Rio Preto

Abertura de parquinhos e outras áreas de lazer em condomínios precisa ser acompanhada de higienização constante e respeito por parte dos moradores. Um local chegou a liberar o playground, mas precisou fechar novamente


A menina com a mãe, Daiane: local foi interditado por conta de pessoas que desrespeitaram as regras
A menina com a mãe, Daiane: local foi interditado por conta de pessoas que desrespeitaram as regras - Guilherme Baffi 9/10/2020

Desde a chegada da pandemia do coronavírus, por conta de possíveis aglomerações, os condomínios fecharam suas áreas comuns, que proporcionam momentos de lazer para os moradores. No entanto, com a reabertura de diversos setores depois da mudança da região para a fase amarela do Plano São Paulo, alguns condomínios de Rio Preto decidiram reabrir essas áreas. Outros, por outro lado, ainda permanecem interditados e alguns tentaram a reabertura, mas precisaram fechar novamente.

Depois de 28 dias consecutivos na fase amarela, os parques, inclusive os playgrounds, e locais de entretenimento e lazer puderam voltar a funcionar na região de Rio Preto, ainda com algumas regras a serem seguidas - os brinquedos coletivos, em que não é possível fazer o distanciamento, devem permanecer fechados. A cada uso, eles devem ser higienizados, e o parque deve receber higienização completa três vezes por dia, pelo menos. Aglomerações não são permitidas. Se não der para cumprir todas essas normas, os playgrounds devem permanecer lacrados.

Com essa flexibilização, condomínios decidiram reabrir as áreas comuns, onde os moradores podem aproveitar os momentos de lazer. Foi assim que a pequena Eloísa Garcia Baléro, 5 anos, voltou a se divertir no parquinho do condomínio depois de meses de proibição do local. "Ela brincou muito. Depois de ficar em casa tanto tempo, vendo o parquinho de longe e não podendo usar, pra ela foi uma sensação maravilhosa. Eu e meu marido brincamos junto e ela conseguiu aproveitar bastante, foi muito bom", conta a mãe, Daiane Garcia Baléro.

Elas moram no condomínio Quinta do Lago, em Rio Preto, onde tinha sido liberada a abertura das áreas comuns, seguindo as restrições. A advogada responsável pelo departamento jurídico do local, Priscila Peres, explica que poucos dias depois já foi preciso interditar o playground. "Chegamos a reabrir, com a restrição de uma família por vez em um período de uma hora, mas infelizmente algumas pessoas desrespeitaram e foi preciso lacrar novamente. A nossa academia está funcionando com 30% da capacidade máxima e a quadra de tênis também foi liberada, tudo com agendamento necessário. Os quiosques podem ser utilizados por no máximo três pessoas, exceto quando são moradores da mesma residência."

Já no Integrato Iguatemi, o salão de festas ainda não foi liberado para evitar possíveis aglomerações, mas o restante das áreas comuns foram reabertas, também com regras. "A piscina pode ser usada por duas pessoas por vez, a academia é liberada por uma hora para cada apartamento, tudo com horário marcado. O parquinho foi liberado, até porque não moram tantas crianças no condomínio. Por enquanto, os moradores estão respeitando e não tivemos problemas", conta o síndico do local, Francisco Rosales.

Outro condomínio que reabriu as áreas comuns após mais de seis meses fechadas foi o Village Damha, de Mirassol. Segundo o encarregado administrativo do Village Damha 1, Caio Chiozzini, os locais tinham sido interditados para evitar possíveis aglomerações durante a pandemia. "As áreas da piscina, campo de futebol, quadra de areia, de futsal e de tênis e playground foram reabertas por conta do avanço da cidade para a fase amarela do Plano São Paulo, mas ainda com restrições, por exemplo, apenas os moradores podem frequentar, os visitantes não podem. Os quiosques para churrasco e festas ainda não foram liberados."

Alguns condomínios, por outro lado, optaram por esperar e ainda discutir melhor a questão do uso dessas áreas. É o caso do complexo de condomínios Damha, em Rio Preto, em que ainda não foi liberada a utilização dos moradores. A administração explica que vai organizar uma reunião para decidir sobre o assunto.

A psicóloga Mônica Ferreira Siqueira de Mello, 30 anos, moradora do Damha 3, tem uma filha de apenas 1 ano e conta que as expectativas para a reabertura estão altas. "Estamos ansiosas para a volta do parque. No final da tarde, lá tem muita sombra e com esse calor é muito gostoso, tem tanque de areia, os brinquedos e muita grama para a Aurora, minha filha, brincar. Ela adora."

(Colaborou Ingrid Bicker)

Condomínios, clubes e outras atividades associativas similares

Condições gerais

  • Manutenção de informações afixadas na entrada e em locais estratégicos contendo as principais medidas e recomendações em relação às medidas de prevenção da COVID-19.
  • Obrigatório cumprimento do Protocolo Sanitário Geral e protocolos específicos das atividades eventualmente exercidas na área abrangida pelo local (restaurante, comércio de alimentos, academia, entre outros).
  • Orientação aos moradores quanto à manutenção de crianças em casa e, quando ao ar livre, sem contato com outras crianças (que não convivem na mesma residência).

Proibições

  • Utilização de equipamentos de uso coletivo, tais como bancos, playgrounds, espaço kids, academias ao ar livre e outras estruturas que não sejam higienizados entre um uso e outro e não garantam o distanciamento mínimo entre pessoas.
  • Tais equipamentos poderão ser utilizados desde que seja possível o controle do número de usuários e do distanciamento mínimo, as superfícies de contato sejam higienizadas entre um uso e outro e sejam higienizados totalmente, no mínimo, três vezes ao longo do dia.

Prevenção de aglomerações

  • Proibida qualquer aglomeração, considerada mais de 3 (três) pessoas reunidas sem o distanciamento mínimo de 1,5 metro entre pessoas e/ou sem uso de máscara. Excetuados grupos de pessoas (familiares) que convivem na mesma residência.
  • Operação de piscinas com nível de ocupação abaixo de sua capacidade máxima permitida, considerando o distanciamento mínimo de 2,0 metros entre pessoas.

Distanciamento entre pessoas

  • Isolar área ou fechar todo e qualquer equipamento para entretenimento que não propicie condições para manutenção da distância mínima segura entre as pessoas, tais como playgrounds, brinquedos de uso coletivo, espaço kids, entre outros.
  • Limitação do uso de elevadores, reduzindo a lotação máxima, mantendo o distanciamento mínimo necessário e orientando os usuários a não conversarem dentro dos elevadores.

Prevenção de contato físico entre pessoas, superfícies e objetos compartilhados

  • Lacração das torneiras que permitem a ingestão de água diretamente dos bebedouros ou retirada dos bebedouros coletivos existentes com a finalidade de se evitar o contato da boca do usuário com o equipamento.
  • Eliminação de sistemas de identificação para acesso por meio de biometria ou qualquer sistema de identificação que exija o contato das mãos com o equipamento.
  • Quando não for possível a substituição, os usuários devem ter à disposição, no mesmo local, álcool gel 70% para higienização das mãos, sendo de uso obrigatório após o manuseio do equipamento.

Prevenção de transmissão direta

  • O uso de máscara de proteção respiratória com cobertura total do nariz e boca pelos moradores, visitantes, funcionários e prestadores de serviços é obrigatório e deve ser assegurado durante a permanência em todas as
    áreas de uso comum, exceto durante o uso de piscinas.
  • Estão dispensadas da obrigatoriedade do uso de máscaras crianças menores de 3 anos e pessoas com deficiências que as impeçam de utilizar máscaras faciais adequadamente.

Higienização de ambientes, objetos e superfícies de contato

  • Higienização dos pisos das áreas fechadas de uso comuns com produto desinfetante ao menos três vezes ao dia.
  • Higienização completa dos banheiros, lavatórios e vestiários de uso comum, que estiverem disponibilizados para uso, ao menos três vezes ao dia.
  • Utilização de sistema adequado de filtragem em piscinas.
  • Garantia de nível de cloro entre 0,8 a 3 mg/litro e pH entre 7,2 a 7,8 em cada piscina, com monitoramento realizado a cada quatro horas.

Fonte: Prefeitura de Rio Preto