Thiré fez história no teatro, cinema e TV

LUTO NAS ARTES

Thiré fez história no teatro, cinema e TV


Ator Cecil Thiré 
em 'Roda de Fogo',
da Globo (1987)
Ator Cecil Thiré em 'Roda de Fogo', da Globo (1987) - Reprodução

Lutando contra o Parkinson há alguns anos, o ator Cecil Thiré morreu na sexta, 9, aos 77 anos. Filho da atriz Tônia Carrero (1922-2018), ele atuou como diretor de teatro e cinema, mas foi pela televisão que ficou popularmente conhecido por seu trabalho como ator. Foi intérpretes de vilões memoráveis da teledramaturgia, comos Mário Liberato em "Roda de Fogo" (1987) e Adalberto em "A próxima vítima" (1995).

Carioca, o ator e diretor era o único filho de Tônia Carrero e do artista plástico Carlos Arthur Thiré. O envolvimento com a arte deu-se já na infância, com uma participação especial no filme "Tico-tico no fubá" (1952) aos 9 anos.

Depois de estrear sob a direção de Ruy Guerra no filme "Os Fuzis", participou de novelas como "Angústia de amar", na TV Tupi, "Top model" (1988), "A próxima vítima" (1995) e "Celebridade" (2004), da Globo. Na televisão, seu último trabalho foi no humorístico "Zorra Total" em 2005.

Em novelas, seu último trabalho foi em 2012, em "Máscaras", da Record, emissora onde trabalhava desde 2006. A produção lhe proporcionou o reencontro com Lauro César Muniz, criador do personagem de maior destaque de Cecil ao longo de sua carreira em novelas: o vilão homossexual Mário Liberato, de "Roda de fogo" (1986). Na trama, ele interpretava um advogado corrupto que tentava, a todo custo, destruir Renato, seu ex-cliente vivido por Tarcísio Meira.

No cinema, Thiré está por trás da direção dos filmes "O diabo mora no sangue" (1968) e "O Ibraim do subúrbio" (1976). Já no teatro, dirigiu, em 1971, uma montagem de "Casa de bonecas", de Henrik Ibsen. Em 1975, recebeu o extinto Prêmio Molière por sua direção de "A noite dos campeões", de Jason Miller.

(Colaborou Agência Estado)