Hemocentro de Rio Preto faz apelo por plaquetas

DOAÇÃO

Hemocentro de Rio Preto faz apelo por plaquetas

Tipos sanguíneos negativos também estão com poucas bolsas


Bolsa de plaquetas no Hemocentro de Rio Preto
Bolsa de plaquetas no Hemocentro de Rio Preto - HOSPITAL DE BASE

O servidor público Osvaldir Francisco Caetano Castro, de 55 anos, já é conhecido da equipe do Hemocentro de Rio Preto. Pelo menos uma vez por mês - e às vezes até duas, dependendo da necessidade - ele aparece para doar plaquetas. Osvaldir começou como doador de sangue há 30 anos, mas depois foi convidado a doar as plaquetas, um dos hemocomponentes. "Sempre que me chamam, a gente tem que estar presente. Tendo saúde, é o mínimo que a gente pode fazer. Pretendo continuar, até o dia que falarem que já deu a idade e que eu posso voltar para trás."

Osvaldir é exemplo, mas somente ele não consegue evitar o problema que vem ocorrendo: o Hemocentro está com baixo estoque de plaquetas. Esse componente sanguíneo é utilizado em pacientes que passaram por transplante de medula óssea, cirurgia cardíaca, que estão em tratamento de leucemias e outros cânceres, que estão com infecções e em vítimas de trauma.

Andréa Aparecida Garcia Guimarães, diretora técnica do Hemocentro, faz um apelo para que os doadores de sangue procurem se informar sobre o método de coleta de plaquetas por aférese, um pouco mais demorado que o tradicional, mas por meio do qual é possível coletar mais plaquetas - por esse método, os outros componentes do sangue não são coletados, mas devolvidos ao organismo do doador, pois uma máquina separa apenas as plaquetas. Uma doação por aférese contém de seis a dez vezes mais plaquetas do que a tradicional. Um único doador pode beneficiar até dois pacientes se fizer a coleta dupla, sem aumentar em muito o tempo que fica ligado à máquina, que é de uma hora a uma hora e meia.

Para fazer a aférese, é preciso que o doador já tenha feito o procedimento tradicional pelo menos uma vez. O doador pode fazer o procedimento duas vezes por mês - com mais frequência que a coleta tradicional, de todos os componentes, que é de no máximo quatro vezes por ano. O organismo demora 48 horas para repor as plaquetas retiradas na doação.

"A plaqueta dura de três a cinco dias. A gente precisa sempre ter o doador ali, não adianta a gente fazer grandes estoques. O que é mais necessário é que os doadores apareçam lá com frequência", explica Andréa.

Sangue

Além do estoque de plaquetas, também está baixo o estoque de sangue de RH negativo: A, B, AB e O negativo. O Hemocentro de Rio Preto atende 36 instituições em Rio Preto e região. Em média, 3 mil transfusões mensais dependem do trabalho da instituição, que recebe de 2,5 mil a 3 mil doações por mês. "A demanda agora é igual porque os procedimentos voltaram a ser feitos depois de uma grande pausa e os doadores começaram a diminuir novamente. Eles estão focados na sua atividade de novo, voltaram para sua rotina normal e se afastaram um pouco", diz Andréa.

Cada doação de sangue pode beneficiar até quatro pessoas, já que pelo método tradicional são coletadas hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado. Pra doar, é preciso ter entre 18 e 69 anos, pesar pelo menos 50 quilos e estar em boas condições de saúde. O Hemocentro de Rio Preto funciona todos os dias das 7h às 13h. Todos os protocolos de segurança para evitar a contaminação pelo coronavírus foram adotados e as doações podem ser agendadas pelo telefone (17) 3201-5078.