Inmet faz alerta para risco de hipertermia

ONDA DE CALOR

Inmet faz alerta para risco de hipertermia


Com oito dias consecutivos marcando mais de 40 graus nos termômetros, Rio Preto está entre as regiões do alerta vermelho do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que emitiu o sinal de atenção para grande perigo e risco de morte por hipertermia em vários Estados brasileiros.

A onda de calor intenso persiste em diversas regiões do Brasil e deve durar até a próxima sexta-feira, 9. Segundo o Inmet, o alerta em grau máximo, de grande perigo, foi necessário porque as temperaturas nas regiões afetadas estão 5 graus acima da média por mais de cinco dias - nesta quarta, a Cetesb registrou 40,8 graus às 14 horas.

Além das temperaturas elevadas, o instituto alertou sobre a baixa umidade relativa do ar, que varia entre 12% e 20%. Há risco de incêndios florestais e à saúde, como ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz e hipertermia, que pode levar a morte.

Entende-se por hipertermia a elevação da temperatura corporal central acima de 40 graus, embora um aumento superior a 37 graus já cause sinais de desconforto. Essa condição pode ocorrer quando o corpo produz (no caso de febre) ou absorve mais calor do que consegue eliminar para o ambiente, o que pode levar a alterações no estado mental, comprometimento de órgãos e risco de morte.

Os sintomas mais comuns são mudanças no estado mental, fadiga, náuseas, vômitos e perda de consciência. O recomendado é manter a hidratação constante das vias aéreas, ingerir bastante água, não ficar exposto ao sol no período mais crítico, entre 10h e 16h, além de evitar a prática de atividade física. Exercícios intensos também podem levar ao que se conhece por hipertermia induzida por esforço. Em casos mais graves, a condição é uma emergência médica que precisa de tratamento imediato.

A Defesa Civil do Estado de São Paulo também emitiu um alerta de calor intenso ao longo desta semana, com sensação térmica que pode variar entre 40 e 45 graus. Há risco de desidratação e doenças respiratórias.

(Colaborou Ingrid Bicker)