Educação para desconstruir atos machistas

De acordo com os últimos dados levantados pelo Conselho Nacional de Justiça e Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o feminicídio aumentou consideravelmente neste ano.

Mesmo após a Lei Maria da Penha e a Lei 13.104/15, conhecida como lei do feminicídio, que endurecem a pena para os autores de crime contra a mulher permanece o questionamento citado.

Podemos pensar que o Brasil ainda é considerado um país patriarcal, ou seja, na cultura brasileira se tem a ilusão da família nuclear, onde a palavra masculina tem mais valor que a feminina. A cultura machista coloca a mulher como uma propriedade do homem objetificando-a sexualmente, financeiramente, moralmente. O homem vê a mulher como sua propriedade e seu objeto. Esses valores antigos estão profundamente enraizados na cultura e no imaginário do brasileiro e podem extrapolar para comportamentos violentos e de subjugação.

É importante, também, fortalecer e investir em políticas de educação voltadas à igualdade de gênero e na valorização da dignidade e dos direitos humanos das mulheres, bem como em políticas preventivas em todos níveis de governo.

É importante pensarmos em políticas de educação nas escolas para mudar esse tipo de pensamento e comportamento. Precisamos pensar em desconstruir essa cultura machista e pensar em novas possibilidades. É necessário um trabalho intenso de educação, palestras informativas em empresas, em instituições, em igrejas, entre outros lugares.

Joelma Caparroz, Psicóloga, mestranda em psicologia criminal