Doação de órgãos de jovem de 21 anos em Catanduva pode salvar nove vidas

APÓS ACIDENTE

Doação de órgãos de jovem de 21 anos em Catanduva pode salvar nove vidas

Foram doados coração, pulmão, rins, pâncreas, fígado e córneas, que podem salvar até nove vidas, além dos ossos


Catanduva
Equipe do HC e INCOR atuando em doação de órgãos em Catanduva
Equipe do HC e INCOR atuando em doação de órgãos em Catanduva - Divulgação/Unimed Catanduva

O Hospital Unimed São Domingos (HUSD) realizou na noite da última segunda-feira, dia 14, mais uma captação de órgãos na unidade. O procedimento, que teve duração de quase seis horas, mobilizou equipes de Marília (HC), Ribeirão Preto (Lefort), São Paulo (Incor e HC) e Rio Preto (Hospital de Base). As equipes do Incor e HC fretaram avião para o transporte. 

Foram doados coração, pulmão, rins, pâncreas, fígado e córneas, que podem salvar até nove vidas, além dos ossos. O jovem Vinicius Baccarin, de 21 anos, estava internado desde o dia 12 de setembro, após sofrer um acidente de carro próximo ao município de Pirangi. Ele era de Jaboticabal. 

“Ele teve politraumatismo e não resistiu aos ferimentos. A morte encefálica foi confirmada no domingo, 13. Mais uma vez, a família prontamente autorizou a doação dos órgãos”, informou o Presidente da Comissão Intrahospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos (CIHDOTT) do hospital, o intensivista José Braz Cotrim. 

Esta é a segunda captação realizada no hospital em menos de 72 horas. No sábado, 12, uma jovem de 27 anos teve morte encefálica após um aneurisma cerebral. Para o cirurgião cardíaco Lucas Fernandes, do Incor, duas captações seguidas, em Catanduva, em tão pouco tempo, indicam que a conscientização entre as pessoas tem aumentado. 

“O mês de setembro conta com a campanha de doação, que favorece o aumento de captação, o que é muito importante. Mas o esforço tem que ser contínuo, não somente em meses pontuais. Há pacientes na lista de espera o tempo todo”, ressaltou. 

De acordo com a equipe de transplantes, esta é a primeira doação total no ano, no Estado. “São raros os casos em que todos os órgãos podem ser doados e, ainda assim, a família precisa autorizar”, explicou a enfermeira Regiane Sampaio, supervisora da Organização de Procura de Órgãos do Hospital de Base, em Rio Preto.

Vale lembrar que a doação de pele não é realizada no interior do Estado. A capital paulista tem um banco de peles que se sustenta e atende a demanda quando há necessidade.