MP denuncia casal que assassinou personal trainer em Rio Preto

Crime brutal

MP denuncia casal que assassinou personal trainer em Rio Preto

Acusados devem passar por júri e pena pode chegar a 30 anos de prisão


Andressa Serantoni, 28 anos, trabalhava como personal trainer em Rio Preto e foi morta pelo casal
Andressa Serantoni, 28 anos, trabalhava como personal trainer em Rio Preto e foi morta pelo casal - Reprodução

O Ministério Público (MP) denunciou Joel Fernandes Santos e Sidileide Normanha da Paixão Santos, que mataram a personal trainer Andressa Serantoni, em Rio Preto, em 12 de agosto deste ano. A pena máxima pode chegar a 30 anos de reclusão.

A denúncia foi protocolada pela Promotoria de Justiça, na terça-feira, 8, mas só ficou acessível para leitura de todos na manhã desta sexta-feira, 11.

Para formalizar a denúncia, o promotor José Márcio Rosseto Leite usou informações do inquérito policial feito pelo delegado Carlos Tokoi, do 3º Distrito Policial, de Rio Preto, que concluiu as investigações 20 dias após o assassinato da personal trainer.

O casal foi denunciado por dois crimes: homicídio qualificado (motivo fútil, crueldade e recurso que dificultou a defesa da vítima) contra Andressa e também por homicídio tentado qualificado (motivo torpe e crime praticado para garantir a execução de outro crime) contra um vizinho que tentou defender a jovem.

De acordo com a denúncia, os denunciados seguraram a vítima para que ela não pudesse se proteger da violência sofrida "porque Andressa jamais esperava ser atacada e ferida por seus vizinhos", escreveu o promotor.

Conforme laudo do Instituto de Criminalística de Rio Preto, Andressa foi atingida por facadas no pescoço, tórax, coxas, braços e mãos. O laudo aponta que Joel chegou a usar uma serra no pescoço da vítima, com objetivo de degolá-la. Neste momento, Sidileide teria aproveitado para desferir vários golpes na lateral do corpo de Andressa.

O vizinho teria ouvido de dentro de casa os gritos da jovem, mas quando saiu da residência já encontrou a personal caída no solo, ainda sendo esfaqueada pelo casal.

Segundo José Márcio, o motivo do ataque do casal contra o vizinho foi torpe. "Eis que ele, agindo como herói, tentava salvar a vida de Andressa e os denunciados não permitiram o salvamento, buscando matá-lo por isso", escreveu o promotor.

Para o julgamento, o MP arrolou cinco testemunhas de acusação, o delegado Tokoi, dois policiais militares que atenderam a ocorrência e parentes da vítima.

Os advogados de defesa do casal não foram encontrados para comentar o caso. Joel também deve ser julgado pelo Tribunal do Júri por uma tentativa de homicídio cometida em 2015, quando tentou matar a facadas um vizinho, no Jardim Maria Lúcia. O promotor de justiça Marco Antonio Lelis Moreira acusa o réu de agir por motivação torpe.

O crime

Andressa Serantoni foi assassinada a facadas no início da tarde do dia 12 de agosto, no bairro Anchieta, em Rio Preto.

Segundo a Polícia Militar, Andressa chegou de moto na casa da mãe para alimentar um cão, quando teria percebido que estava sendo filmada pela vizinha Sidileide, por meio de um celular. Conforme o boletim de ocorrência, Sidileide foi brigar com Andressa após a personal estacionar a moto na frente da garagem da residência do casal. Na sequência, Joel saiu de casa armado de uma faca de cozinha e teria passado a golpear o corpo da personal, enquanto a mulher a segurava.