Menino de 12 anos desenvolve sistema para ajudar a combater a Covid-19

SANTA RITA D'OESTE

Menino de 12 anos desenvolve sistema para ajudar a combater a Covid-19

Ideia consiste em controlar a entrada e saída de estabelecimentos, contabilizando a quantidade de pessoas no interior dos locais para evitar aglomerações, além de identificar quem está de máscara e quem não está


Santa Rita D'Oeste
Enso Matheus Papali de Carvalho desenvolve sistema de inteligência que ajuda a combater a Covid-19
Enso Matheus Papali de Carvalho desenvolve sistema de inteligência que ajuda a combater a Covid-19 - Arquivo Pessoal

Quem está de máscara? Quem não está? Essas perguntas podem ser respondidas facilmente com a ajuda de um sistema de inteligência artificial desenvolvido por Enso Matheus Bali de Carvalho, 12 anos, morador de Santa Rita D'Oeste, município que fica a 192 km de Rio Preto.

Aluno do 7º ano da escola estadual Profª Maria das Dores Ferreira da Rocha, Enso garantiu que quer ser neurocientista. Ele criou um sistema capaz de identificar pessoas sem máscara em um ambiente e notificá-las imediatamente, ajudando, assim, a combater a Covid-19.

O projeto idealizado pelo garoto nasceu após um incentivo das aulas de robótica, fruto do Programa de Ensino Integral (PEI) implementado na escola. Para concluir o trabalho, Enso levou dois meses de dedicação, desenvolvendo-o em casa, em seu próprio computador.

Com poucos conhecimentos de inteligência artificial, o jovem começou o projeto por meio da ferramenta de Machine Learning do Google, juntando dois conjuntos de imagem (um com pessoas sem máscara e outro com o acessório), com a ajuda do sistema Picto Blox, que une machine learning e arduíno, plataforma de prototipagem eletrônica de hardware livre e de placa única.

A função do protótipo é controlar a entrada e saída de estabelecimentos, contabilizando a quantidade de pessoas no interior e fazendo a estatística do espaço, com o objetivo de evitar a transmissão do coronavírus.

Para Enso, que é bastante ligado à tecnologia, o sistema está funcionando com uma "incrível exatidão" e agora será apresentado em uma feira de robótica do Centro Educacional e Cultural do Estado de São Paulo (Cecesp).

De acordo com Vânia Scapin Stafuzza, diretora da escola, é de extrema importância ver um projeto como este sendo concretizado por um aluno desta faixa etária, o que prova que ele pode e consegue ir além. Muito disso, segundo ela, se deve ao vínculo familiar e ao incentivo do programa integral. "Acredito muito na parceria escola-família. Isso é um exemplo para mostrar a qualidade da escola pública", disse a educadora, que destacou, ainda, o papel dos professores envolvidos no trabalho: Eder Carlos Antoniassi, professor de Robótica, parceiro da escola, e Tiago Pretel, professor de ciências, que comanda a disciplina Tecnologia e Inovação com os alunos.

Juntos, os profissionais coordenam o projeto de Robótica da escola, dialogando com os alunos por meio dos chamados clubes juvenis. "Estamos no papel de incentivadores e quando o Enso me mandou esse projeto realmente fiquei surpreso pela criatividade e gostamos muito", afirmou o professor, que atribuiu o mérito e o trabalho ao pré-adolescente.