Dois adolescentes são apreendidos por homicídio em Rio Preto

VIOLÊNCIA

Dois adolescentes são apreendidos por homicídio em Rio Preto

Um terceiro menor é procurado pela polícia por suspeita de envolvimento no crime


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A Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Rio Preto apreendeu dois adolescentes, um de 14 e um de 16 anos, suspeitos de terem assassinado o jovem Allan Junior Francisco Toledo, 21 anos, no dia 8 de agosto deste ano, no bairro Dom Lafaiete Libânio. Um terceiro suspeito, também menor, está sendo procurado pela polícia.

O soldador foi morto com um tiro nas costas. Segundo as investigações, o autores do crime suspeitavam que a vítima fosse informante da polícia - o que não foi comprovado.

Responsável pela investigação, o delegado Alceu Lima de Oliveira Júnior, que apura homicídios na Deic, afirma que a equipe conseguiu identificar os dois adolescentes depois de obter filmagens de câmeras de monitoramento das imediações do local em que Allan foi morto.

Pelas imagens, segundo o delegado, é possível ver que os adolescentes estavam de moto atrás da vítima, que também estava de moto, desde o local em que ele comprou um lanche. O primeiro a ser identificado foi o piloto da moto, com base na roupa que ele trajava no dia do crime.

"O adolescente que pilotava a moto usava uma roupa bem peculiar. Na casa dele, encontramos a roupa e a moto usada no crime, que era da mãe dele. O capacete usado pela vítima, que estava desaparecido desde o dia do assassinato, foi recuperado na casa deste adolescente", explica o delegado.

O jovem foi apreendido pela Deic, quando fazia entrega de drogas dentro de um carro de aplicativo, na zona norte. Durante depoimento, ele teria confessado a participação na morte de Allan.

Com base nas informações fornecidas por este jovem, foi identificado outro adolescente que também teria participado do crime.

A Deic agora está à procura de um jovem de 17 anos que seria o autor do crime. A ordem para matar Allan veio após suspeita de ele ser informante da polícia. "Há uma terceira pessoa, que teria bronca com Allan. Um dia teria revelado para a vítima por telefone onde estava e logo em seguida a Polícia Militar teria ido para a casa dele. Isso levou esse jovem a crer que a vítima seria 'cagueta', o que não tem nada confirmado", explica o delegado.

Por enquanto, a Deic não conseguiu localizar a arma usada no homicídio. Cartuchos de balas foram recolhidos no local do crime, o que indica que houve mais de um disparo.

O juiz da Vara da Infância e da Juventude, Evandro Pelarin, determinou a internação provisória dos dois adolescentes na Fundação Casa, pelo prazo de 45 dias, que poderão ser prorrogados. Atualmente, ele estão na unidade de Lins.

Caso sejam condenados, os adolescentes poderão ficar internados por até três anos, pena máxima para ato infracional de homicídio.