Restaurantes decidem manter atendimento presencial suspenso em Rio Preto

FASE AMARELA

Restaurantes decidem manter atendimento presencial suspenso em Rio Preto

Mesmo na fase amarela, alguns restaurantes da cidade optaram por trabalhar apenas nas modalidades delivery e retirada, até que se sintam seguros para reabrir para os clientes


Evelyn Paz e o chef Kaique Paz decidiram esperar um pouco mais
Evelyn Paz e o chef Kaique Paz decidiram esperar um pouco mais - Johnny Torres 9/9/2020

Na última sexta-feira, Rio Preto avançou para a tão esperada fase amarela do Plano São Paulo, que libera a abertura de bares, restaurantes e lanchonetes. A medida era aguardada pelos empresários do setor, que estavam ansiosos para retomar as atividades presenciais, reabrindo as portas para o público. No entanto, alguns optaram por manter seus estabelecimentos fechados, funcionando apenas pelos modelos delivery e retirada.

É o caso de um restaurante na Vila Redentora, que ainda não reabriu ao público. Segundo a sócia-proprietária Evelyn Paz, a opção por manter o atendimento presencial suspenso foi por acreditar que ainda não é o momento. "Ainda estamos tendo muitos casos de contaminação na cidade. Somos mais que só um restaurante, temos família, temos funcionários, clientes e damos preferência sempre a saúde de todos", disse a proprietária do Maluhia Poke.

Outro estabelecimento que tomou a mesma iniciativa foi uma hamburgueria no Jardim Aclimação, em Rio Preto. De acordo com a sócia-proprietária Anna Carolina Volpe Moreira, a empresa acredita que ainda não é o melhor período para voltar a funcionar normalmente. "Acreditamos que não é o momento para reabrir, os casos ainda estão acontecendo, não tivemos controle. Seria um risco para nossa saúde, dos nossos colaboradores e dos clientes também", diz a sócia da Victor’s Hamburgueria.

Logo quando iniciou a pandemia e os negócios tiveram que ser fechados para conter a propagação do vírus, o baque econômico foi visível e esses setores, naturalmente, tiveram seus faturamentos afetados. De acordo com Evelyn, isso também ocorreu em seu restaurante. "No primeiro mês da pandemia tivemos uma queda de 60% no faturamento. Acreditamos que foi pelo susto que todos tomamos, até porque ficamos fechados 7 dias no início, mas, conforme os meses foram passando, tivemos um crescimento exponencial", afirmou a proprietária, que apostou nos sistemas de delivery e retirada.

Anna Carolina também relata que teve declínio na renda: o faturamento da hamburgueria caiu mais de 60%. "Antes não fazíamos delivery, então precisamos de um tempo maior para os clientes se adaptarem. Precisamos partir para o uso de aplicativos de pedidos e cardápio online, utilizar aplicativos de mensagens e algumas redes sociais", conta.

Já no restaurante de Evelyn, os sistemas de delivery e retirada já eram uma realidade. "Era um equilíbrio de venda no salão e delivery, então não foi muito diferente quando a pandemia começou, tivemos algumas adaptações de cardápio e sempre procurando por um excelente padrão nos dois serviços", explica a empresária.

Apesar de estarem trabalhando apenas com delivery e retirada, de acordo com Evelyn, o faturamento nesses sistemas têm sido satisfatório. "Apesar de as taxas que são cobradas, temos um bom desempenho de delivery e take away", conta. Segundo ela, os clientes apoiaram a decisão. O restaurante na Vila Redentora só voltará a fazer o atendimento presencial quando a equipe sentir segurança em receber clientes no salão.

No hamburgueria, de acordo com a Anna, os clientes também receberam a decisão muito bem. "Recebemos elogios pela postura, ganhamos até alguns clientes", diz. Os proprietários pretendem manter o negócio como está até que "o risco seja menor para todos". "Lógico que precisamos do dinheiro para manter nossas contas, mas acreditamos que se cada um puder fazer sua parte poderemos crescer e passar por essa juntos, com saúde", finaliza Anna.

(Colaborou Beatriz Moreira)