Estabelecimentos voltam a funcionar em Rio Preto sob novas regras

FASE AMARELA

Estabelecimentos voltam a funcionar em Rio Preto sob novas regras

Empresários 'correm' para abrir os estabelecimentos que ficaram seis meses fechados; agora, funcionam sob novas regras


Letícia Valadares preparada para servir refeições aos consumidores
Letícia Valadares preparada para servir refeições aos consumidores - Johnny Torres 5/9/2020

Os empresários dos ramos de academias, restaurantes e salões de beleza usaram a noite de sexta-feira para separar mesas e equipamentos, colocar sinalização e comprar frascos de álcool em gel para reabrir os negócios neste sábado, 5, primeiro dia de funcionamento dos estabelecimentos, agora que Rio Preto entrou na fase amarela do Plano São Paulo.

Dono da academia Hit, Fernando Boracini, 39 anos, trabalhou até as 22h de sexta-feira na sinalização interna e no distanciamento correto dos equipamentos para atender os alunos já na manhã de sábado. "Eu tenho 200 alunos, mas já me organizei para poder receber apenas 16 pessoas por hora. Tive de aumentar em 10% da mensalidade para cobrir a redução de publico e o aumento de gastos com produtos de higienização".

A sócia-proprietária da academia Corpore, Leila Barros, achou mais prudente fazer uma semana de treinamento com os 30 funcionários para reabrir as portas só no dia 13. "Como temos 22 anos de experiência, achamos adequado preparar nossa equipe, fazer uma melhor distribuição de equipamentos por sala, para que seja cumprida a exigência de maior distanciamento entre as pessoas".

Para a professora Bruna Soares Rodrigues, 25 anos, a reabertura das academias foi a melhor notícia que recebeu na quarentena. "Estava sentindo muita falta da academia. Estava cansada de ficar em casa. Quando voltamos aos exercícios nos sentimos muito melhor, mas vou pegar leve porque são cinco meses parada".

O engenheiro civil Luca Poliselli, 29 anos, fez exercícios de ombros com alegria já na manhã deste sábado, dentro da academia. "Eu vou treinar no período do final da noite, mas se eu perceber que vai vir muita gente neste horário vou optar por vir de manhã".

Restaurantes

No ramo de restaurantes, a maioria não perdeu o tempo em reabrir já neste sábado, mesmo com capacidade de atendimento restrita. Tiago Caparroz, proprietário do restaurante Flor de Sal, deixou tudo pronto para receber 30 dos seus 102 clientes. "Não foi fácil reabrir neste sábado porque não achamos todos os ingredientes de último hora em nosso fornecedores. Tivemos de restringir o nosso cardápio. Só não espero que repita aqui em Rio Preto o que aconteceu em Ribeirão Preto, onde também tenho restaurante. Lá reabriu, mas nesta semana vai regredir da fase amarela para laranja", lamenta.

O comerciante Dirceu Badin reabriu as portas de seu restaurante no Calçadão com aumento do preço porque não teve condições de não repassar para os clientes a elevação dos alimentos. "Aqui poderia comer à vontade por R$ 13,99, mas tive de subir para R$ 15 porque subiu muito o preço do quilo de arroz e de outros produtos. Além disso, só vou poder receber 20 dos meus 50 clientes".

Para se adequar às exigências, Letícia Valadares, que trabalha em um restaurante na rua Marechal Deodoro, vai ter que servir os clientes no prato, porque as novas regras não permitem que os consumidores peguem suas próprias porções.

Quem já estava com tudo pronto para a nova realidade são os donos de salão de beleza e as barbearias. A maioria já reabriu as portas no sábado, com agenda lotada. Alan Cocolo Ternero, da rede de salões Prime, reabriu as portas na Redentora e nos shoppings Plaza Avenida e Iguatemi. "Não fomos pegos de surpresa porque já estávamos com tudo preparado para receber 60 das 20 clientes, porque tivemos de nos adequar. Tudo aqui já estava pronto: salão, funcionários e produtos". O empresário já tinha até conquistado o direito de trabalhar por meio de liminar da Justiça, mas a permissão foi cassada após recurso da Prefeitura.