Benefício à sociedade

Benefício à sociedade


Boa parte das usinas da região está preparada para o programa. As sete unidades industriais do grupo Tereos, por exemplo, já possuem a certificação e a capacidade é de geração de 800 mil Cbios ainda neste ano, segundo Jacyr Costa Filho, membro do Comitê Executivo do Grupo Tereos. "O programa beneficia toda a sociedade, com a diminuição das emissões de gás de efeito estufa. Em um ambiente com menos uso de combustíveis fósseis, melhora a saúde pública, um tema tão importante que esta pandemia tem evidenciado", afirma.

Segundo Costa Filho, embora a comercialização tenha começado, ainda não decolou em função do entrave tributário. "No mundo inteiro, os governos têm incentivado o mercado de carbono, enquanto isso, no Brasil, a tributação do CBIO seria mais do que o dobro da aplicada às debentures, por exemplo. Precisamos corrigir este ponto urgentemente", disse.

As duas unidades da Usina Santa Isabel, em Mendonça e Novo Horizonte, já possuem Cbios para comercialização e, segundo o gerente fiscal tributário Jorge Luis Brosso, o grupo foi um dos pioneiros em efetivar uma comercialização de Cbios no Brasil, com o valor aproximado de US$ 4 por unidade. A empresa estima a geração de 200 mil CBios na safra para comercialização. "O RenovaBio veio para estimular a eficiência da indústria desde o segmento agrícola a fim de torná-lo cada vez mais competitivo com equidade, contribuindo assim para a redução da poluição global", afirmou.

Segundo Brosso, uma das ênfases do RenovaBio é a segurança do abastecimento de combustíveis, já que o programa estimula a produção, tentando evitar períodos de escassez de produto. "Dessa forma, contribui para a competitividade no fornecimento de combustíveis limpos e renováveis", disse.

A Copersucar já certificou 100% das suas usinas associadas: são 34 unidades de produção de etanol que já estão emitindo Cbios e ofertando no mercado financeiro; localizadas na região Centro-Sul do País, 28 delas estão no interior de São Paulo. Atualmente, a capacidade anual de emissão de títulos é da ordem de 6 milhões de Cbios. "O mercado de oferta de crédito de carbono está no início e ainda não é possível prever o volume negociado para este ano. Mas no médio prazo, com seu amadurecimento, a nossa expectativa é positiva e esperamos negociar a sua totalidade, inclusive porque acreditamos que os CBios não se destinam apenas para as distribuidoras, mas para outras empresas, sendo uma opção de baixo custo e alta confiabilidade para quem pretende complementar a neutralização das suas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE)", afirmou Monica Jaén, gerente de Sustentabilidade e Meio Ambiente da Copersucar. Ela destaca ainda que se trata se um programa voluntário, em que a usina participa se tiver interesse. "O Brasil vem na vanguarda com o programa de créditos de descarbonização", disse. (LM)