Corrida aos mercados marca a sexta-feira em Rio Preto

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Corrida aos mercados marca a sexta-feira em Rio Preto

Mais uma vez foram registradas filas em frente a supermercados


Fila em supermercado na Boa Vista, no fim da tarde desta sexta
Fila em supermercado na Boa Vista, no fim da tarde desta sexta - Guilherme Baffi 24/7/2020

Carrinhos de compra cheios, muitos deles com fardos de cerveja. Esta foi a imagem mais frequente nos caixas dos supermercados, nesta sexta-feira, 24, em Rio Preto. Com a determinação de fechamento das lojas do setor aos fins de semana, os rio-pretenses voltaram a formar filas em frente às lojas do setor.

Os supermercados não abrem neste sábado e domingo em cumprimento ao decreto do prefeito, Edinho Araújo (MDB), 18.636, que também determina a proibição de venda de bebidas alcoólicas aos fins de semana e após das 20h às 6h em dias úteis. A determinação em relação aos supermercados foi derrubada pela Justiça, por recurso da Associação Paulista de Supermercados (Apas), mas o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou a medida necessária e o decreto voltou a valer (leia mais na página 4A). O objetivo da Prefeitura com o fechamento é coibir aglomerações e reduzir a expansão do vírus em Rio Preto.

Para não desabastecer a dispensa de casa, o ourives Ronaldo Jacinto Mendonça, 58 anos, correu para o supermercado na tarde de sexta-feira para encher o caminho com gêneros alimentícios. "O brasileiro acostuma com tudo. Vim fazer compra na sexta-feira. Fazer o quê? Não era o que a gente queria. Minha esposa precisava vir junto para ajudar escolher os produtos, mas ela não conseguiu folga", lamenta o morador.

Já o pedreiro Celmar Ribeiro, 32 anos, teve de abrir mão de um dia de trabalho para fazer compras em um supermercado na avenida Danilo Galeazzi. "Eu ia só no sábado, mas como vai estar fechado, tive de vir com a mulher. O duro foi adiar o serviço. Perdi dinheiro", disse o pedreiro, ao lado de um carrinho com latas de cerveja.

Na entrada de supermercados, havia limitação até de vagas no estacionamento de veículos. No hipermercado Muffatto, foram colocadas caixas de madeira para limitar o espaço no estacionamento.

A precaução é motivada pelo receio de ter a loja fechada por desrespeitar as medidas para conter as aglomerações. No último fim de semana, 22 supermercados foram fechados por determinação da Vigilância Sanitária até se adequarem.

A gerente da Vigilância, Miriam Wowk dos Santos Silva, afirma que será remontado neste final de semana o mesmo esquema de escalas extra de fiscais para fazer as rondas e flagrar a venda clandestina de bebidas alcoólicas, o que é proibido em toda a cidade durante o final de semana. "Desde o começo da vigência do decreto municipal, tivemos três estabelecimentos multados, um buffet, um serv-festa, ambos na semana passada, e autuamos um estabelecimento de venda de chope por delivery, lá na Vila Imperial, na noite desta quinta-feira", afirma a gerente.

As denúncias de locais abertos de forma irregular ou que estão vendendo bebida alcoólica podem ser feitas pelo fone 153, da Guarda Civil Municipal. Não é necessário se identificar.

Mercearias, açougues, laticínios e padarias podem funcionar normalmente aos fins de semana, desde que respeitadas as determinações de distanciamento entre clientes e uso de máscaras. Os locais também devem fornecer álcool em gel para uso dos consumidores e funcionários. Essas lojas também não podem vender bebida alcoólica.

O decreto da Prefeitura de Rio Preto proíbe o atendimento ao público de supermercados e hipermercados, aos sábados e domingos, mas permite a atividade interna das lojas. Ou seja, os estabelecimentos podem receber listas de compras e entregar na casa dos clientes os produtos. O sistema drive thru é proibido.

Além deste decreto, Rio Preto adotou ainda um mini-lockdown no comércio em geral entre domingo e terça-feira - nestes dias, as lojas devem permanecer fechadas. De quarta a sábado, as empresas podem abrir durante seis horas por dia.