Mini-lockdown esvazia Calçadão de Rio PretoMini-lockdown esvazia Calçadão de Rio Preto

COMÉRCIO FECHADO

Mini-lockdown esvazia Calçadão de Rio Preto

Reportagem flagrou três lojas abertas na região central da cidade


Consumidores caminham pelo Calçadão de Rio Preto: com lojas fechadas, movimento foi pequeno no Centro
Consumidores caminham pelo Calçadão de Rio Preto: com lojas fechadas, movimento foi pequeno no Centro -

O primeiro dia útil com mini-lockdown em Rio Preto, para reduzir a contaminação pelo coronavírus, foi marcado por ruas quase desertas e a maioria das lojas fechadas no Calçadão. Mesmo assim, o Diário flagrou abertos três estabelecimentos comerciais. A Prefeitura promete aumentar a fiscalização para multar quem estiver fora da regra.

Decretado pelo prefeito, Edinho Araújo, o mini-lockdown determina o fechamento de todo o comércio - exceto os essenciais - por três dias da semana, domingo, segunda e terça-feira. Em contrapartida, os comerciantes vão poder atender por seis horas, de quarta-feira até sábado.

A reportagem percorreu o Calçadão, das 9h às 10h e flagrou três lojas abertas do ramo de telefonia, cosmético e produtos de enfeite de festas. A Prefeitura informou que as três deveriam estar fechadas, em respeito ao decreto municipal, porque não estão classificadas no ramo de serviços essenciais.

Também estavam abertas lojas de óculos e de produtos fitoterápicos, mas, segundo a Prefeituras, elas estão classificadas no segmento de serviço essencial.

O presidente do Sincomércio, Ricardo Arroyo, critica o fechamento das lojas por três dias, porque segundo ele fragiliza financeiramente os comerciantes. "Os lojistas já foram prejudicados com dois meses de quarentena. Permitiram abertura parcial, desde o dia 1º de junho, mas não dá para faturar muito por apenas quatro horas", comenta o presidente.

Ele prevê que a quantidade de pessoas no Calçadão vai ser acima do normal na quarta-feira, 1º de julho. "Vão vir tudo de uma vez, num dia só, para pagar suas contas e fazer as compras. O melhor era permitir o funcionamento por seis horas, todos os dias, porque assim dilui a quantidade de clientes ao longo da semana e evita aglomeração", comenta.

Os lojistas já vêm de uma frustração do chuvoso e frio sábado, 27, que provocou a baixa presença de consumidores no Calçadão.

A falta de clientes no centro é confirmado pela Empresa Municipal de Urbanismo de São José do Rio Preto(Emurb), que registrou 15.782 pessoas no transporte público no sábado, 27 - ou seja, 2.537 passageiros a menos do que no sábado anterior.

Os poucos clientes que circulavam pelo Calçadão eram pessoas pegas de surpresa com o novo horário de funcionamento. Morador do bairro Boa Vista, Silvano da Silva Santos, 40 anos, ficou sentado na praça Dom José Marcondes por uma hora, à espera da abertura das lojas, sem saber do novo horário de funcionamento. "Não sabia que não iam abrir as lojas hoje. Eu vim para comprar umas roupas".

A dona de casa Marcia Vieira, de 50 anos, disse que até sentiu falta das lojas abertas, mas acha que o sacrifício vale a pena. "Se for para acabar com essa doença maldita, tem que manter fechado mesmo. Mas o povo precisa colaborar e ficar mais em casa. Eu estou aqui no Calçadão para pagar umas contas na casa lotérica, depois vou embora", diz a moradora.

Prefeitura vai multar

A Secretaria Municipal de Saúde informou que vai intensificar a fiscalização no comércio e vai autuar quem estiver irregular. A multa pode chegar a R$ 6 mil. "As empresas não podem abrir as portas nem realizar serviços internos", reforça a gerente da Vigilância Sanitária, Miriam Wowk.

Das lojas flagradas pelo Diário abertas no mini-lockdown, duas informaram terem o direito de abrir as portas, por meio de decisão liminar, obtida na Justiça.

A partir de quarta e até sábado, os shoppings poderão abrir das 13h às 19h, o comércio em geral das 10h às 16h e os serviço das 9h às 15h.