Testes de Covid na rede particular, em Rio Preto, vão de R$ 120 a R$ 300Testes de Covid na rede particular, em Rio Preto, vão de R$ 120 a R$ 300

REDE DE TESTAGEM

Testes de Covid na rede particular, em Rio Preto, vão de R$ 120 a R$ 300

Laboratórios oferecem três tipos de testes de Covid-19 em Rio Preto, a preços que vão de R$ 120 a R$ 300 e levam de 20 minutos a quatro dias para ficarem prontos. Veja como é cada um deles


Enfermeira em laboratório do Hospital de Base: testes devem ser feitos a pedido do médico
Enfermeira em laboratório do Hospital de Base: testes devem ser feitos a pedido do médico - Divulgação/Hospital de Base

De R$ 120 a R$ 300 e com resultados entre 20 minutos e quatro dias, os testes de Covid-19 têm tempo certo para serem realizados e devem ser acompanhados por um médico. Em Rio Preto, pelo menos sete locais disponibilizam os exames para saber se o paciente está doente ou se já foi infectado pelo coronavírus. A coleta do material pode ser feita em casa e, dependendo do laboratório, até de dentro do carro.

O mais usado nos hospitais e nos postinhos do Sistema Único de Saúde (SUS) é o teste RT-PCR (do inglês, reverse-transcriptase polymerase chain reaction). Considerado como o "padrão ouro" do diagnóstico da Covid-19, o exame descarta ou confirma a presença da doença no organismo por meio da detecção do RNA do coronavírus na amostra analisada, de preferência da secreção do nariz e da garganta (swabs nasal e da orofaringe).

O teste custa entre R$ 240 e R$ 300 na rede particular e está entre os exames cobertos pelo SUS e pelos planos médicos, mediante indicação de um profissional. Mas, como todos os testes, precisa ser feito dentro do período certo. "Teve sintoma da Covid, até os primeiros dez dias o PCR é o exame correto", afirmou o médico do Hemat de Rio Preto Manoel Cavalcanti de Albuquerque.

O médico e assessor especial da Secretaria de Saúde Andre Luciano Baitello explica ainda que o PCR é um importante diagnóstico para controle dos casos, uma vez que o exame tem até 98% de confiabilidade no resultado. "É importante para a saúde pública conseguir identificar os pacientes doentes porque essa pessoa precisa ser isolada e, consequentemente, fazer um controle da doença", disse.

A faxineira Adriana Rodrigues, 42 anos, foi testada por PCR, por ter sintomas semelhantes aos causados por coronavírus. "Fui na UPA, como eu sou fumante, o médico pediu para fazer. Aí eu fiz. Meio desagradável, mas tranquilo. Para mim foi alívio saber que não era Covid por um exame de confiança", contou.

Teste rápido

Uma outra possibilidade para diagnóstico da Covid-19 é a testagem rápida - sorologia IgG/IgM. Com apenas uma gotinha de sangue, retirada da ponta do dedo, o exame fica pronto em minutos ou no máximo em algumas horas e chega a custar R$ 300. Muito usado em ações de políticas públicas de monitoramento da pandemia, como a distribuição pelo Ministério da Saúde, o exame é considerado como "perigoso" para diagnóstico individual.

"É um teste que quando dá negativo não ajuda, pois não dá para afastar a possibilidade da infecção por ter uma confiabilidade muito baixa, com chance de até 60% de erro", explicou Baitello. "Mais de 50% de erro para uma doença potencialmente grave, como a Covid, é ruim. Não vale a pena investir, não só pelo valor, mas porque não dá garantia", completa.

A médica e diretora administradora do Hospital de Base Amália Tieco Sabbag reforça ainda que o teste rápido pode evitar um futuro diagnóstico correto da doença. "Porque se a doença não aparecer num falso negativo e a pessoa estiver com Covid, ela não vai fazer outro exame mais seguro para saber se está ou não infectada", alerta.

Na última quinta-feira, 25, o guarda civil municipal Leonardo Archanjo ganhou alta da ala de Covid-19 do HB, depois de testar negativo para a doença em testagem rápida na corporação. Já com o médico João Paulo Casella, 41 anos, o falso resultado foi ao contrário. "O primeiro exame foi um falso positivo. Outros dois exames sorológicos deram negativos", contou. Mediante a falta de segurança, laboratórios como o Hemat não realizam o teste. "Se der negativo, não descarta a doença, então não fazemos", disse Cavalcanti.

Imunização

Para quem quer ter certeza se já se infectou, está curado e tem anticorpos contra o coronavírus para voltar a trabalhar presencialmente ou visitar alguém próximo que seja do grupo de risco, o exame indicado é a sorologia IgG. Com o mais barato deles custando a partir de R$ 120, o exame é feito a partir da coleta de sangue do paciente no laboratório ou em casa e fica pronto em um dia, em média.

A única coisa importante para garantia do resultado é respeitar o momento correto do exame - deve ser feito pelo menos 14 dias depois do aparecimento dos sintomas da Covid-19. "É importante por uma questão pessoal. A pessoa pode saber que não tem risco de pegar a doença e não está contaminando. Sem anticorpos no organismo (em caso do exame dar negativo), a pessoa pode ser portadora do vírus e nem saber", finalizou Baitello.

Divulgação/Governo do Estado

Quais os tipos disponíveis?

PCR - O teste para saber se o paciente está infectado. O exame tem 99% de resultado garantido e detecta se há ou não a presença de coronavírus no material coletado

Sorologia IgG/IgM - O teste rápido para detectar anticorpos IgM, que indica que o paciente está com vírus ativo (doente), e anticorpos IgG, os quais atuam mais na fase final da infecção

Sorologia IgG - O teste para detectar se o paciente tem anticorpos contra a doença. Ou seja, se ela já se infectou com o coronavírus

Quanto custam?

  • PCR - Entre R$ 240 e R$ 300
  • Sorologia IgG/IgM (teste rápido) - Entre R$ 200 e R$ 300
  • Sorologia IgG - Entre R$ 120 e R$ 180

Qual a indicação para cada tipo?

  • O PCR é indicado para ser coletado no quarto dia dos sintomas
  • Sorologia IgG/IgM (teste rápido) - É indicado para ser coletado no 7º dia dos sintomas
  • Sorologia IgG - O exame, chamado de sorologia, deve ser realizado pelo menos 14 dias após o aparecimento dos sintomas característicos da Covid-19

Pode ser feito em domicílio?

  • Sim. Todos eles podem ser feito em domicílio ou por drive thru, basta agendar com o laboratório.

Qual material do corpo é colhido?

PCR - Para fazer o teste de PCR, retira-se uma amostra da secreção do nariz e da garganta (o termo técnico é swabs nasal e da orofaringe) com uma espécie de cotonete longo. O procedimento é rápido e dura cerca de 15 minutos

Sorologia IgG/IgM (teste rápido) - Sangue

Sorologia IgG - Sangue

Quanto tempo demora para sair o resultado?

  • O resultado do PCR sai entre dois e sete dias. Depende do laboratório.
  • O exame de sorologia IgG/IgM (teste rápido) sai, numa média, de 20 minutos
  • O teste de sorologia IgG tem um prazo médio de 24 horas

Locais que oferecem testes em Rio Preto:

Hemat Rio Preto

  • (17) 3214-6544

Laboratório Tajara

  • (17) 2136-7900

Laboratório Imed

  • (17) 3232-1790

Laborclin Laboratório de Análises Clínicas

  • (17) 3334-5555

Hlab Medicina Laboratorial

  • (17) 3201-5240

Cenemed

  • (17) 3355-7089
  • (17) 99771-7100

Ultra-X (unidade Boa Vista)

  • (17) 4009-4444
  • (17) 99652-4688

Rede Pública - Exames

  • Na rede pública de saúde de Rio Preto, o teste PCR é realizado em casos de internação ou em profissionais de saúde.
  • Funcionários da saúde, segurança, motoristas, limpeza e outras áreas passam por testes rápidos de sorologia IgG/IgM
  • Sentinela - O município continua com o projeto Sentinela, com testagens em pessoas com sintomas gripais. Até nesta sexta-feira, 26, a Saúde do município testou 12.308 pessoas entre PCR e testes rápidos. Os testes fazem parte do pacote de 21 mil recebidos há um mês do Ministério da Saúde.

Fonte: Reportagem e Secretaria Municipal de Saúde

"Procure um médico antes de qualquer exame". A orientação é da diretora administrativa do Hospital de Base Amália Tieco Sabbag. Segundo a médica que acompanha a gestão das alas de Covid do HB, antes de pensar em qualquer exame individual, o paciente precisa procurar um profissional para receber todas as orientações necessárias.

"Elas precisam ser orientadas para saber qual exame fazer. É o médico que vai analisar se tem sintomas ou não e, se tem sintomas, qual o estágio está para indicar o exame correto", explicou. Amália alertou ainda para o fato da importância da interpretação do exame. "Também precisa de um profissional para ler esse exame e dar os encaminhamentos corretos".

Os médicos são os responsáveis também por decidir se o caso do paciente está enquadrado dentro das regras da Agência Nacional de Saúde (ANS) que obrigam os planos de saúde a cobrir o valor do exame. "A liberação está pautada nas diretrizes da ANS, a mesma do Ministério da Saúde, que preconiza que, além do pedido médico, o cliente precisa apresentar sintomas discriminados em protocolo", informou o Austa Clínicas.

A mesma orientação segue a Unimed Rio Preto. Os planos da São Francisco, Bem Saúde e HB Saúde não retornaram a solicitação da reportagem até o fechamento do texto. (FP)