Miss cadeirante tem rio-pretenses no páreo

beleza e inclusão

Miss cadeirante tem rio-pretenses no páreo


Comerciante Claudia Quirino
Comerciante Claudia Quirino -

Em tempos de pandemia do coronavírus, até concurso de beleza está sendo realizado de forma virtual. A 4ª edição do Miss Cadeirante está sendo realizado pelas redes sociais e três finalistas são de Rio Preto. Cláudia Quirino, Elza Amorim e Sônia Maria Vieira estão competindo com mais 151 mulheres de vários Estados do Brasil. O evento, que é organizado por Lu Rufino, tem por objetivo a inclusão da pessoa com deficiência em uma atividade cultural tradicional do universo feminino, além de empoderar e valorizar a beleza das mulheres cadeirantes.

Para votar, é preciso curtir, comentar e compartilhar a foto da participante na página do Facebook "Miss Cadeirante" (@misscadeiranteoficial). A votação online termina nesta quinta-feira, 25. Além da opinião pública, a escolha será baseada na opinião de um corpo de 40 jurados. O resultado será divulgado na próxima terça-feira, 30. A premiação, que seria realizada em setembro, foi adiada para janeiro de 2021. A finalista vai ganhar, além do título de Miss Brasil Cadeirante 2020, uma faixa, coroa, maquiagem, roupas, e uma estadia em um hotel no Rio de Janeiro, cidade sede do evento.

Até o final da tarde desta quarta-feira, 24, a foto da comerciante Claudia Quirino, de 48 anos, tinha 442 compartilhamentos. Ela, que teve paralisia infantil, é cadeirante há cerca de 20 anos e está confiante em participar pela primeiro vez do evento. "Estou muito feliz. É uma maneira de mostrar que nós, mulheres cadeirantes, também podemos ser e querer o que desejamos, assim como lutar pelos nossos objetivos sejam qual for. Meu objetivo é mostrar que a mulher cadeirante pode ser empoderada e linda."

A artesã Elza Amorim, de 54 anos, espera, com sua participação no concurso, incentivar outras mulheres cadeirantes a resgatarem a sua autoestima e amor próprio. Ela ficou sabendo do evento por meio do professor Guto Rodrigues, que é pioneiro no ensino de dança para cadeirantes em Rio Preto. "A repercussão está sendo muito positiva. É tudo muito divertido. O mais importante é participar e ser feliz. Toda mulher, independente da condição física e socioeconômica, é lutadora, tem o poder em suas mãos e não deve ter vergonha de nada. Sou cadeirante há 30 anos, devido uma hemorragia medular, e continuo batalhando."

Apesar de ser tímida, a dona de casa Sonia Maria Vieira, de 48 anos, também está concorrendo ao Miss Cadeirante. Incentivada também pelo professor de dança Guto Rodrigues, ela também quer encorajar um olhar reflexivo sobre o universo e os preconceitos enfrentados pela mulher cadeirante. Natural de São Paulo, ela foi diagnosticada com a doença Atrofia Muscular Espinhal e é cadeirante há 35 anos. "Estou muito feliz em participar do concurso."