Três radares entram em operação no dia 1º de julho em Rio Preto

TRÂNSITO

Três radares entram em operação no dia 1º de julho em Rio Preto

Número de notificações por excesso de velocidade despencou na cidade


Faixa informa o início de funcionamento do radar instalado na avenida Ernani Pires Domingues, no Vale do Sol
Faixa informa o início de funcionamento do radar instalado na avenida Ernani Pires Domingues, no Vale do Sol - Johnny Torres 24/6/2020

A partir do dia 1º de julho, três novos radares fixos começam a funcionar em Rio Preto. Os dispositivos estão instalados na avenidas Juscelino Kubitschek de Oliveira, no Jardim Moyses Miguel; Ernani Pires Domingues, no Jardim Vale do Sol; e na avenida de Maio, na Vila São Judas Tadeu.

Nas avenidas JK e Ernani Pires, o limite de velocidade é 60 quilômetros por hora (km/h). Na avenida de Maio, o limite é de 50 km/h. Os equipamentos foram retirados da avenida Brasilusa e das ruas São João e Vergílio Dias de Castro.

De acordo com o secretário de Trânsito de Rio Preto, Amaury Hernandes, os novos pontos foram definidos com base em estatísticas de acidentes e de desrespeito à velocidade máxima permitida. "Realizamos estudo técnico sobre a velocidade praticada pelos motoristas e o risco de acidentes, o que embasa a necessidade de colocação de radares nesses locais", explica. Ainda segundo a Secretaria de Trânsito, todos os novos endereços foram sinalizados com faixas que alertam sobre a fiscalização.

Rio Preto possui 26 radares fixos e 18 semafóricos, além de três dispositivos estáticos (tripé), que podem ser usados em 25 diferentes pontos da cidade. Esse último tipo de radar não está sendo utilizado desde o início das regras de isolamento social. A Secretaria do Trânsito informa que o uso deles retornará somente após o encerramento da quarentena.

Apesar de os demais dispositivos estarem registrando as infrações de excesso de velocidade e de desrespeito aos semáforos, os motoristas infratores não estão recendo as multas desde o início da quarentena no Estado. Isso porque uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a deliberação 185, de 19 de março, suspendeu os prazos para recursos de multas, defesa de autuação, defesa processual entre outros. A medida foi uma das ações do governo federal para evitar aglomerações de pessoas nos órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito (SNT) e nas entidades públicas e privadas prestadores de serviços relacionados ao trânsito.

"Os equipamentos estão registrando as infrações, mas as multas não estão sendo emitidas já que os motoristas não poderiam entrar com o recurso", explica Hernandes. As multas só voltarão a ser emitidas após a revogação da deliberação do Contran.

Notificações caem

O número de notificações registradas por radares fixos e semafóricos - que podem ou não serem revertidas em multas - teve queda desde o início do período de quarentena. Isso ocorreu porque o número de veículos circulando pela cidade diminuiu.

De acordo com levantamento da Secretaria de Trânsito, no mês de maio foram 3.953 registros. O número é menor do que nos meses anteriores, como abril (6.465), março (7.446), fevereiro (7.407) e janeiro (9.096).

Já as multas registradas por excesso de velocidade ou por desrespeito aos sinais de trânsito só foram contabilizadas até o mês de março. Os dados não apresentaram grande variação, já que representam a data de emissão da multa e não da infração. Em janeiro foram 9.847 multas aplicadas; em fevereiro 8815; e março 8.877.

Em meio à pandemia, a arrecadação com multas de trânsito em Rio Preto registrou queda de 37,9% em abril, totalizando R$ 1 milhão. A comparação é com o mês anterior, quando a arrecadação foi de R$ 1,8 milhão. Esse foi o menor valor para o mês de abril desde 2015, quando o município recebeu R$ 672.048,64 pagos por motoristas infratores. As receitas de janeiro e fevereiro registraram R$ 2,6 milhões e R$ 1,4 milhão, respectivamente.

Segundo a Secretaria de Trânsito de Rio Preto, os valores arrecadados em março e abril são referentes às infrações registradas antes do dia 19 de março (desde que passou a valer nova resolução do Contran). Por isso, a expectativa da pasta é de que essa arrecadação registre queda ainda mais significativa nos próximos meses.

O secretário de Trânsito, Amaury Hernandes, destaca que a queda na arrecadação afeta o planejamento de obras programadas para melhoria do trânsito. "Ainda estamos fazendo as coisas com o que tínhamos em caixa. O reflexo vai ser de julho para frente".

Hernandes ressalta que todo o dinheiro arrecadado com multas é investido no próprio trânsito. Entre as ações estão tapa-buracos, sinalização de solo, educação de trânsito e compras de novos equipamentos. "Ainda não dá para falar o que deixaremos de fazer", ressalta. "Vamos ter que revisar alguns investimentos. Veremos como será a arrecadação e, depois, iremos priorizar o que não tem como deixar de fazer." (FN)