Soldador é suspeito de mais dois abusos

Violência

Soldador é suspeito de mais dois abusos

Homem de 47 anos foi reconhecido por ao menos quatro vítimas


Segundo a polícia, o soldador José Antonio Miranda da Silva, 47 anos, é o autor dos crimes
Segundo a polícia, o soldador José Antonio Miranda da Silva, 47 anos, é o autor dos crimes - Reprodução

O soldador de 47 anos, suspeito de ser o autor de cinco estupros e um assassinato, é investigado por outros dois crimes de violência sexual contra mulheres. Segundo a polícia, os crimes têm semelhanças com os casos esclarecidos nesta semana pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic).

"Ele escolhia como vítima, em geral, mulheres que têm estatura baixa, são franzinas, e que não ofereceriam risco de reagir ao ataque", diz o delegado Wander Luciano Solgon, Deic, de Rio Preto. As mulheres que sobreviveram aos ataques do soldador José Antonio Miranda da Silva reúnem estas características físicas descritas pelo delegado. A maioria das vítimas era garota de programa e ele as levava em áreas rurais, onde cometia os crimes - duas delas chegaram a ser enterradas vivas.

A polícia investiga ainda se o soldador tem ligação com dois feminicídios ocorridos em Rio Preto.

A maior dificuldade da Deic tem sido convencer as vítimas a prestar depoimento. Uma das duas mulheres estupradas teria sido desencorajada por familiares. "As vítimas ficaram traumatizadas, porque ele fazia inúmeros cortes superficiais pelo corpo das vítimas, além de espancá-las de forma muito violenta, até causou fraturas. Isso deixou as mulheres muito fragilizadas", diz o delegado.

Durante os depoimentos, o soldador negou a autoria dos estupros, mas segundo a polícia, além do reconhecimento feito pelas vítimas, o suspeito foi filmado por uma câmera em companhia de uma das vítimas, na noite em que ela foi atacada.

Também conta como prova da autoria do crime o fato de todas as vítimas terem descrito que o soldador usava um Corsa Wind, carro apreendido com o suspeito.

José Antonio já tinha cumprido 20 anos por três estupros e assassinatos de mulheres. Os crimes foram cometidos em 1997, nas cidades de Jaci, Cedral e Rio Preto. Ele está preso temporariamente desde o dia 19 de junho, após ter sido reconhecido por quatro mulheres atacadas nos últimos seis meses.

O suspeito irá permanecer preso na carceragem da Deic, em cela separada dos demais detentos, pelos próximos 30 dias. Terminado este prazo, ele poderá ter a prisão prorrogada a pedido do delegado.