Pesquisas

Vacina chinesa tem resultados promissores


O Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China publicou nesta sexta-feira, 22, na revista médico-científica The Lancet, que uma vacina ainda em fase de testes mostrou-se eficaz em ajudar a resposta do sistema imunológico ao novo coronavírus.

Segundo a publicação, a vacina é segura para o uso humano e foi testada em 108 voluntários. A resposta imunológica criada pelo medicamento, no entanto, ainda não pode ser avaliada. Os resultados finais dos testes clínicos serão divulgados em seis meses. A vacina será a primeira no mundo a atingir a fase 1 de testes clínicos - um processo dividido em quatro etapas que assegura a eficácia e segurança de novos medicamentos e vacinas.

A vacina é feita a partir de uma versão atenuada do vírus SARS-CoV-2, e é aplicada de forma intramuscular. "Esses resultados representam um marco importante. Os testes mostram que uma única dose produz anticorpos específicos em 14 dias, o que a torna uma candidata para investigações futuras", afirmou o professor Wei Chen, do instituto de Biotecnologia de Pequim, responsável pelo estudo.

"Os desafios propostos pela covid-19 não têm precedentes, e a habilidade de acionar o sistema imunológico não significa, necessariamente, que estaremos protegidos da covid-19. Ainda estamos longe de ter essa solução dis.

Mais pesquisa

A Universidade de Oxford, no Reino Unido, anunciou nesta sexta-feira, 22, que a pesquisa clínica para o desenvolvimento de uma vacina contra a Covid-19 seguirá para as próximas fases, após ter concluído a primeira etapa, em abril.

Em comunicado, a instituição informa que a fase dois do estudo vai expandir o número de participantes e a faixa etária dos pacientes. Os pesquisadores vão avaliar a resposta imunológica em pessoas de diferentes idades, para descobrir se há variação na maneira como idosos e crianças recebem a imunização.

Já na fase três, o objetivo será verificar como a dose atua em um número ainda maior de adultos e quão eficaz ela é na prevenção do coronavírus. "Os estudos clínicos estão progredindo muito bem e agora estamos iniciando pesquisas para avaliar quão bem a vacina induz respostas imunes em adultos mais velhos e para testar se ela pode fornecer proteção à população em geral", explicou o professor Andrew Pollard, chefe do departamento responsável pelas iniciativas.