EM RIO PRETO

Durante a pandemia, qual a visão que você tem de onde mora?

O pôr-do-sol, o verde, as avenidas, o vazio; são muitas as visões a partir de janelas, portas e sacadas nesta pandemia: todas apontam para a esperança


Durante esta pandemia, o Diário quer saber qual a visão que você, leitor, tem da janela, da porta ou da sacada de onde você mora?
Durante esta pandemia, o Diário quer saber qual a visão que você, leitor, tem da janela, da porta ou da sacada de onde você mora? - Pixabay/Banco de imagens

As janelas e portas que dão para a rua ou para o quintal de casa podem ser pequenas, grandes ou até infinitas ao alcance do olhar, mas é o lugar por onde entra a luz que traz novas esperanças em tempos de pandemia e distanciamento social. Trancados dentro de casa para cumprir as medidas sanitárias recomendadas pelos órgãos competentes, resta admirar o céu, registrar o pôr do sol ou olhar as estrelas até que tudo passe e possamos voltar a circular livremente pelas ruas de Rio Preto.

Durante esta pandemia, o Diário quer saber qual a visão que você, leitor, tem da janela, da porta ou da sacada de onde você mora? Compartilhe sua vista conosco e envie suas fotos para o WhatsApp número (17) 99129-7019 ou utilize a #diariodaregiao no Instagram. Algumas fotos serão selecionadas para o site do Diário e para uma matéria na edição impressa do jornal.

 

Arquivo Pessoal

A minha vista é um dos maiores motivos em morar aqui. A vista é tudo para mim, já que logo de manhã, quando eu acordo, me dá grande parte da energia que tenho para o dia. Abro a sacada e é um sol maravilhoso, vejo a avenida com aquele verde incrível. Por mais que não esteja chovendo, sempre estão molhando e vejo de longe.

Esta vista é um dos itens mais importantes para mim durante a pandemia, porque levantar e já ver um sol brilhando e muito verde, com pássaros cantando, é magnífico. É como se estivesse em casa, mas livre.

Faiene Pinheiro Silva

back office, mora na Vila Nossa Senhora de Fátima

Arquivo Pessoal

Não tem prédio nenhum na frente. É de frente para a Alberto Andaló e me dá a impressão de que consigo ver a cidade inteira, principalmente no pôr do sol e à noite. Durante a quarentena me permite ver como está sendo a movimentação. No começo não tinha nada, parecia uma cidade deserta, mas agora estamos vendo movimento. Não quis colocar cortina na janela porque amo a vista que dá para a cidade. Morar em apartamento te deixa mais fechado, ainda mais agora que ficamos mais introspectivos e isolados. Ter essa vista faz com que a gente não se esqueça de que dentro de cada casinha tem alguém e não estamos sozinhos. Se fosse uma vista para o mato ou outro prédio acho que ficaria mais triste. Toda vez que vejo o sol nascendo ou se pondo fico mais feliz. Acho que consigo segurar um pouco minhas crises.

Nayara Molina

servidora pública de carreira, mora no Centro

Arquivo Pessoal

Chega um momento em que deixamos de olhar para dentro de nós e precisamos olhar para o mundo externo. Precisamos conhecer o que há lá fora, mesmo que seja o vazio. Há um momento em que a solidão não está apenas em nós, mas em tudo. Por vários dias fotografei o vazio. Vazio cheio de beleza. Do sexto andar do meu apartamento pude sentir a beleza do nada, que é tudo em nossa vida. Lancei-me ao desafio de diariamente sentir o pulsar de uma cidade em quarentena. Foi rico, foi prazeroso e dolorido. Mas, com várias técnicas e na mesma janela foi possível várias texturas, num mesmo olhar. É quando a pandemia se transforma em arte.

Rosi Caires

fotógrafa, mora no Centro

Arquivo Pessoal

Na minha rua até que tem muitas árvores. Por muito tempo ficamos na expectativa do que viria a ser na frente de casa, e agora estão fazendo um reservatório do Semae já faz uns meses. Estar de quarentena em casa e ouvir caminhão e máquina às vezes me deixa mais estressada.

Andressa Maria Talharo D'Agostino,

bancária, Residencial Palestra

 

Arquivo Pessoal

Abrir a janela e ver um dia ensolarado sempre me dá mais ânimo, inclusive eu amo essa árvore de flores amarelas, me traz esperança de que essa situação uma hora vai passar se fizermos nossa parte. Senti que o número de pássaros aumentou nos últimos tempos. Acordar e ouvi-los me ajuda nesses dias difíceis e me faz refletir o quanto a natureza precisava desse respiro.

E, claro, meu cachorrinho Bisteca, que sempre me distrai e me enche de amor, e me lembra que nessa situação grave que estamos passando, temos que fazer o possível para cuidarmos da nossa saúde mental e das pessoas que amamos.

No final disso tudo precisamos sair desta pandemia mais empáticos, mais preocupados com o próximo, pois se teve algo que ficou escancarado nesta crise é a desigualdade que temos no Brasil e no mundo. Se cuidem!

Aline Montoia

Analista de marketing, mora no Jardim Roseana

 

Arquivo Pessoal

Consigo ver o shopping fechado e me dá uma aflição e uma tristeza pelos meus parceiros, pelas pessoas que estão ali sem poder pagar aluguel ou com mercadoria parada. Mas, tirando isso, no fim da tarde a vista é muito bonita.

Saio de casa apenas para ir ao mercado, farmácia e às vezes treinar na praça ao ar livre, mas com máscara e em horários de pouco movimento. Acho que o sol se pondo é a esperança de que amanhã será um dia bom e a esperança de que tudo acabará em breve e poderemos voltar à vida. Me dá gastura morar numa cidade com uma vista tão bonita, onde já vi muito movimento e não ter mais.

Bruna Galvão,

influenciadora digital, mora no Nosso Senhor do Bonfim

 

Arquivo Pessoal

Antigamente tínhamos pessoas se locomovendo com mais frequência e crianças brincando no condomínio, andando de bicicleta. Vizinhos mais velhos tomando café e lendo jornal em rodinhas no final de tarde. Hoje a vista é somente de árvores e de pessoas com máscaras dando um oi de longe. Não temos as crianças e nem os senhores de idade. A paisagem é bonita, mas triste e silenciosa e não alegre como antes.

Hellen Matos

Engenheira agrônoma, mora no Nossa Senhora de Fátima

 

Arquivo pessoal

A vista da sacada me ajuda quando estou me sentindo sufocada, de tanto ficar dentro dos cômodos do apartamento. Vou para fora, ponho fone de ouvido e fico sentada lá por um tempo, o que me ajuda a espairecer. Fico olhando para o céu, vendo as estrelas. Não tinha esse costume antes e acho que ajuda a me acalmar um pouco, entrar em contato com esse momento de tranquilidade. Acho que vou levar isso para depois da pandemia.

Isabella Dallacqua Martins

psicóloga, mora no Jardim Vivendas