EMPODERAMENTO

Mulheres celebram 65 anos do primeiro grupamento feminino na Polícia Militar

Confira depoimentos de mulheres de Rio Preto que trocaram de profissão para se dedicar à corporação


Natália está se formando Policial Militar em Rio Preto
Natália está se formando Policial Militar em Rio Preto - Divulgação/Polícia Militar de Rio Preto

Nesta terça-feira, 12, comemora-se o Dia do Policial Militar Feminino. A data surgiu para lembrar o primeiro grupamento policial feminino de toda a América Latina, criado neste dia, em 1955 por meio do Decreto 24.548, assinado pelo então governador Jânio Quadros.

Desde então, milhares de mulheres que se tornaram policiais celebram a ocasião como oportunidade de marcar a emancipação feminina e a luta pela igualdade de direitos, sem distinção de gênero, em uma profissão essencialmente masculina.

Natália Santanielo Silva, 30 anos, está se formando policial militar em junho, após um ano de preparação no curso de formação de soldado da Polícia Militar do Comando de policiamento do interior 5 (CPI-5), em Rio Preto.

Filha de militar, a jovem confessa que sempre teve vontade de ser policial, principalmente pela admiração à instituição, mas antes se formou em Educação Física, tendo ainda cursado mestrado e doutorado em Ciências Fisiológicas.

"Sempre quis ser policial, mas meu pai pedia para eu estudar antes, e se essa minha vontade continuasse, poderia prestar sem problemas. Estudei, fiz mestrado e doutorado e minha vontade não passou", contou Natália, que lembra os medos que sofreu no início de seu ingresso.

"Tive medo de sofrer preconceitos ou até mesmo de me sentir diminuída por ser mulher, mas foi e é bem diferente do que eu imaginava. Os policiais militares de hoje em dia estão bem evoluídos nesta questão", destacou a PM, que se sente orgulhosa de estar em uma instituição como a Polícia Militar e sentir-se tratada com respeito.

Desde 2011 na Polícia Militar, a tenente Amália Paci trocou a sala de aula pela corporação. Concursada como professora de Matemática, o amor à profissão que herdou dos pais, também militares, fez com que ela mudasse seu caminho para poder se doar.

"Minha mãe dava aula de Proerd e fazia parte de campanha social. Então eu a via ajudando o próximo o tempo todo, sempre proativa e, por esse motivo, decidi fazer a diferença e entrar na polícia para ajudar o próximo", lembrou a policial, que atualmente está à frente do núcleo de Relações Públicas do CPI-5.