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Diário da Região

09/05/2016 - 19h02min

Olimpíadas

Unidos por uma paixão em comum

Olimpíadas

Divulgação Fisioterapeuta do time de futebol Novorizontino, rio-pretense Marco Paolo Diniz Correa Ceraldi foi convocado para trabalhar nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, e vive ainda a expectativa de atuar nas Paraolimpíadas
Fisioterapeuta do time de futebol Novorizontino, rio-pretense Marco Paolo Diniz Correa Ceraldi foi convocado para trabalhar nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, e vive ainda a expectativa de atuar nas Paraolimpíadas

Assim que o Rio de Janeiro foi anunciado como país-sede das Olimpíadas de 2016, o jornalista Rodolfo Borduqui Moraes Nobre, 36 anos, viu ali sua chance de realizar um sonho: estar nas Olimpíadas. "Desde que o Rio foi anunciado eu decidi que iria fazer o que fosse necessário para estar lá durante os Jogos, nem se fosse só para assistir a tudo de perto. Quando soube da possibilidade de ser voluntário, não pensei duas vezes e fui atrás para conseguir uma vaga. Além disso, a possibilidade de conhecer pessoas do mundo todo, trocar experiências e ter contato com outras culturas só aumentaram a minha vontade", conta. 

Nobre conta que sempre foi fã dos Jogos Olímpicos. "A cada quatro anos paro tudo para acompanhar as disputas. Passo horas em frente à TV assistindo desde modalidades mais conhecidas como natação, basquete, ginástica, até esportes menos comuns, como tiro, arco e flecha, rúgbi... É viciante", diz. Assim como ele, o educador físico Rafael de Maura Oliveira e o fisioterapeuta Marco Paolo Diniz Correa Ceraldi são apaixonados pelas Olimpíadas, fizeram a inscrição para serem voluntários e foram escolhidos.

"Eu sou apaixonado por todos os esportes. E não pensei duas vezes na hora de me escrever. Fiz a inscrição direto pelo site das Olimpíadas e já fui para São Paulo para uma seletiva e, na próxima semana, devo ir ao Rio de Janeiro para um treinamento. Já sei que vou trabalhar com equipe de basquete", conta Oliveira. "É minha primeira Olimpíada. Parece um sonho tanto pessoal quanto profissional. Estou muito feliz. Fui escalado para ser fisioterapeuta multicompleto, para atuar tanto nas clínicas quanto nos jogos", diz Ceraldi. 

 

Rafael Oliveira - 08052016 Educador físico Rafael Oliveira pediu férias do trabalho para realizar sonho de participar dos Jogos

Processo longo

Para se tornar um voluntário, não basta querer. O processo é longo. "Me inscrevi na seleção pela internet no final de 2014. Fui chamado para fazer entrevistas e uma dinâmica em São Paulo em maio de 2015, depois, fui entrevistado, via internet, e fiz testes sobre conhecimentos gerais e idioma estrangeiro, no caso o inglês. A confirmação veio em dezembro de 2015.

A partir daí, iniciou uma série de cursos e dinâmicas, todas pela internet, com temas como história dos jogos, nomenclaturas, diversidade, rotinas de trabalho, cargos, lições sobre cada modalidade esportiva, etc., além de um curso de um ano de inglês para aprimorar a língua e conhecer vocabulários específicos de cada esporte", conta Rodolfo Borduqui, que aguarda até o fim de maio para receber seu cargo e a escala de horários de trabalho. "Só sei que será na área de comunicação", diz.

Realização profissional

O fisioterapeuta Marco Paolo já foi convocado para a Copa Davis, esteve em contato com os principais tenistas brasileiros e garante que foi uma experiência incrível. Por isso resolveu se inscrever como voluntário para as Olimpíadas. "Eu faço parte da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva (Sonafe) e eles fizeram uma pré-seleção. Eu participei e fui aprovado. Depois disso fui para São Paulo em outra seleção e, há três semanas, soube que fui escolhido entre os voluntários para estar no Rio de Janeiro", relembra.

Marco Paolo hoje atua como fisioterapeuta do Grêmio Novorizontino, time de futebol de Novo Horizonte, e está empolgado com a oportunidade de ir para uma Olimpíada. "Sei que o mínimo da minha permanência são 10 dias. E que existe a chance de ser convocado para as paraolimpíadas também. Vejo essa oportunidade como um sonho de infância e uma realização profissional", diz. 

'Quase desisti', diz educador físico

O educador físico Rafael de Maura Oliveira diz que quase desistiu da oportunidade. "Quando me inscrevi para ser voluntário, eu estava superempolgado, mas logo que me ligaram e surgiu a oportunidade de ir, desanimei. É que eles não te ajudam com nada. Você tem que pagar estada, alimentação, transporte. Absolutamente tudo, e isso sai caro. Na hora, pensei: vou ficar um mês sem trabalhar e ainda terei todas essas despesas, mas a dúvida logo passa", afirma o voluntário rio-pretense. "É uma oportunidade única. Ficarei um mês por lá. Já pedi férias no meu serviço. Vou realizar um sonho e estou muito animado", garante. 

Importância do trabalho voluntário

Para Daniel Cabrera e Pedro Gayotto, fundador e co-fundador da Vivalá Brasil, uma plataforma que conecta pessoas do mundo todo que têm interesse em viajar e transformar o Brasil, foram parceiros do comitê olímpico na disseminação das vagas. "A seleção dos voluntários inscritos é feita pelo Comitê Organizador das Olimpíadas. A Vivalá atuou na disseminação das vagas. Em nosso acordo com o Rio 2016, nos tornamos a única Instituição Voluntária dos Jogos Olímpicos nessa categoria no mundo (Programa de Voluntariado)", explica Pedro. 

No Programa de Voluntariado Olímpico, existem nove categorias de funções: Serviços de Saúde, Esportes, Imprensa e Comunicação, Apoio Operacional, Protocolo e idiomas, Transportes, Atendimento ao público, Tecnologia e Cerimônias de Premiação. "As inscrições se encerraram no dia 30 de abril, mas o voluntário, em seu cadastro, no site olímpico, podia sinalizar três áreas de preferência, e o comitê é quem decide onde o voluntário será alocado, de acordo com seu perfil e suas escolhas", destaca Cabrera. 

Os empresários da Vivalá lembram que a força de voluntariado olímpico conta com mais de 50 mil pessoas, que em 60 dias de trabalho junto do comitê organizador realizarão o maior evento esportivo do planeta - pela primeira vez da história realizado na América do Sul. "Realmente, acreditamos na colaboração de pessoas de forma espontânea para fazer algo acontecer, como as Olimpíadas que, sem sua força voluntária, ficaria muito enfraquecida na realização de suas atividades.

Para os voluntários, é uma experiência ainda mais importante no conscientização da união em busca de um objetivo, para conhecer outras pessoas do mundo inteiro, resultando num intercâmbio cultural muito forte e com certeza transformando um pouco de cada um que faz parte do evento", reforça Gayotto. 

 

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