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Diário da Região

29/06/2017 - 19h31min

Pets

Terremoto de quatro patas

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Quem tem sabe o trabalho que um cão hiperativo pode dar. Desde os primeiros meses de vida, é possível deduzir se seu cãozinho possui características de hiperatividade. E é observando o comportamento do dia a dia que se tem a certeza. Se se cachorro nunca se cansa, sempre quer brincar, corre atrás do próprio rabo ou se lambe e coça em determinados lugares, destrói ou come objetos e está o tempo todo tentando chamar atenção, mesmo que você o encha de mimos e agrados, possivelmente você tem um animalzinho hiperativo em casa.

"Seu cão é do tipo que não tira o olhar de você? Está sempre abanando o rabo e disposto a brincar a qualquer hora? Destrói as coisas quando fica sozinho? Ele pode ser hiperativo!", afirma o médico veterinário Marcelo Brambila, que acrescenta que é preciso também levar em conta o padrão racial de cada cão, que traz consigo características individuais. "Existem cães com aptidão para caça, guarda, força e também para brincadeiras."

Qualquer raça pode apresentar hiperatividade, porém, existem algumas mais propensas, como Beagle, Poodle, Cocker, Yorkshire, Pug, Pequinês, Lhasa Apso, Maltês, Weimaraner, Bichon Frisé e Boston Terrier.

De acordo com Brambilla, já na ninhada dá para perceber as características de cada filhote, o mais quieto-bonzinho, o mais bravo-destemido, o que fica mordendo coisas e sempre está agitado e o que está sempre balançando o rabo como se fosse o dia mais feliz de sua vida. "É importante lembrar que cães filhotes têm um nível de energia maior do que um cão adulto. Não podemos confundir isso com hiperatividade."

Mas se o animal não apresenta alteração comportamental alguma e a partir de certo momento começa a desenvolver um comportamento diferente, ele pode estar estressado. "E até mesmo com alguma dor, por isso, ao notar uma alteração no comportamento do seu animal ou um excesso de agitação, o ideal é levá-lo o quanto antes para avaliação de um médico veterinário de confiança", afirma a médica veterinária Carla Storino Bernardes.

Alguns pets podem ter excesso energético devido a alergias alimentares. "Alguns cães apresentam intolerâncias alimentares e/ou alergia aos corantes vermelho e/ou amarelo, que podem estar presentes em algumas rações. O organismo do animal não aceita esses alimentos, deixando-o em estado irritável e hiperativo. Apesar das alergias e da intolerância alimentar nos cães aparecerem por diferentes razões, o tratamento é o mesmo: retirar o alimento que faz mal por meio de uma dieta de eliminação com orientação e acompanhamento profissional", diz Marcelo.

Diante de uma inquietação extrema, é importante investigar as causas. De acordo com Carla, a hiperatividade não se trata somente de um problema comportamental, pode ter alguma patologia envolvida. "O médico veterinário pode realizar o diagnóstico e a causa do problema e assim traçar um tratamento que envolve muitas vezes a mudança de alimentação, o aumento da rotina de exercícios, como passeios, brincadeiras e 'agility' (atividade física para cães que envolve obstáculos, ar livre e equipamentos), adestramento e, em casos mais graves, medicação para deixar o cão mais calmo", diz.

"Atividade física, passeios diários, talvez sejam os fatores mais importantes, mas cada caso é um caso. O adestramento também pode agregar muito em vários casos. Já a prática de estimular com brinquedos nem sempre é a correta, podemos agravar ainda mais o quadro de hiperatividade do animal", acrescenta Marcelo.

 

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