X
X

Diário da Região

05/04/2015 - 00h30min

Turismo

Terras Africanas agradam a quem procura adrenalina extra

Turismo

Stock Images/Divulgação Caminhada: grupos se deslocam constantemente por acostamentos
Caminhada: grupos se deslocam constantemente por acostamentos

Nas savanas de Uganda, o grupo de turistas espreita o casal de leões se acasalando. Na Namíbia, duas leoas brincando na beira do rio divertem outra turma de visitantes. Mas a observação da intimidade dos felinos é só uma das mais leves atividades de safáris que colocam os participantes o mais perto possível da vida selvagem, com segurança, é claro. São pacotes que incluem passar as noites em barracas de camping. Ou seguir a pé por trilhas íngremes, atrás dos animais. Tudo pela experiência de uma adrenalina a mais.

Entre savanas e a selva Equatorial da Uganda

Uganda é um país pequeno, mas com uma multiplicidade impressionante de paisagens. A atração principal são os gorilas das montanhas. No entanto, Uganda não se resume apenas a eles: os parques Lake Mburo, Queen Elizabeth e Kibale Forest Primate Reserve são outras opções para completar a viagem por esse país de clima tropical, coberto por savanas e selvas equatoriais. Se o leitor é busca alguma aventura ou que está à procura de destinos não tradicionais, esse é um roteiro para lá de interessante. A primeira parada proposta pela agência contratada foi no Lake Mburo National Park, que tem uma boa diversidade de vida selvagem, porém, sem felinos. 

Realizamos um passeio de barco pelo lago para ver crocodilos, hipopótamos e águias pescadoras. O deslocamento entre o Mburo e a cidade de Kisoro é feito por uma linda estrada pelas montanhas. Hospedamo-nos às margens do belíssimo Lago Mutanda, que fica na montanha, perto de Kisoro. No primeiro dia, é obrigatório visitar alguma comunidade ao redor do lago. Você será muito bem recebido pelos ugandenses. As crianças são uma atração à parte. Quando descemos a montanha rumo ao centro do país, a densa floresta vai se transformando em savana e a próxima parada é o parque Queen Elizabeth.

Sua grande característica são os leões que sobem em árvore. Como nessa região não existe uma cidade de apoio, as pousadas ficam localizadas dentro do parque, não existindo qualquer cerca entre eles. Ou seja, os animais podem circular livremente por elas. Por isso, o deslocamento à noite, entre sedes e chalés, é acompanhado por um segurança. As estradas dentro do parque não são asfaltadas, mas bem demarcadas. Visite a comunidade que vive no Queen Elizabeth, a Kasenyi Village, às margens do Lago George.

 

turismo africa - gorila De repente, na Bwindi surge a família inteira

Na vila, é possível contratar passeio de mokoro - canoas feitas de um único tronco de árvore - para ver os hipopótamos bem de perto. O ponto de partida é a cidade de Entebbe, antiga capital de Uganda. As distâncias entre as atrações são pequenas, em torno de 250km. Porém, devido ao grande número de motos e pessoas em deslocamento pelo acostamento, cada trecho leva em torno de cinco horas.

Enfim, os gorilas aparecem em família

O programa de observação de gorilas é feito a partir de uma longa caminhada. Saímos cedo da pousada para o Bwindi Impenetrable National Park, aberto a apenas 80 visitantes por dia. Na madrugada, guardas já tinham partido para rastrear os gorilas. Optamos por levar lanche do hotel, já que atividades como essa podem durar todo o dia. Para turistas mais exigentes, é oferecido serviço de carregadores, que ajudam no transporte de itens básicos, como equipamento fotográfico e água. No início, a trilha é aberta, sempre em subida. De repente, o guia nos informa que devemos deixar as mochilas na trilha, pegar apenas o equipamento fotográfico e baixar a mangas da camisas. Chegou a hora da aproximação aos gorilas. 

Um guarda vai na frente com uma foice, abrindo caminho. A subida torna-se mais íngreme. Não há como não escorregar e não se sujar. Mas sabemos que estamos atingindo nossa meta. Daí, o cansaço some. A adrenalina aumenta. E, então, a menos de cinco metros, avistamos o primeiro gorila. Depois, a família inteira. Impossível não se emocionar com essas criaturas tranquilas e que foram tão maltratadas ao longo de muitos anos.  Começamos a caminhar com elas e, por uma hora, vivemos uma experiência única, de estar ao lado de toda uma família. Ao término do passeio, estamos exaustos, sujos, suados, mas felizes da vida.

Bwindi tem a preservação como foco principal. Os turistas pagam caro para ver os animais, e os organizadores informam que o valor arrecadado é todo para preservação. Não existe grade ou algo similar para separar os gorilas. Os guardas seguem armados, mas não há qualquer registro de um gorila ter atacado um visitante. A caminhada é super segura; e os gorilas, dóceis. Seguindo a trilha dos primatas, rumamos para o parque Kibale National Park, para encontrar os chimpanzés. 

A caminhada é mais branda do que a dos gorilas. Nos primeiros passos na mata, é possível escutar o barulho que fazem. Eles são mais ativos que os gorilas, mas nem sempre estão no chão. O Kibale também é uma boa opção para os amantes dos pássaros. O multicolorido é singular. Nos trajetos entre os parques, viajamos de carro e, em momento algum, sente-se insegurança. Os ugandenses, apesar das dificuldades, estão sempre sorrindo e prontos a ajudar. 

Atravessando o deserto da Namíbia

Atravessar o deserto da Namíbia até o Victoria Falls National Park, no Zimbábue, a bordo de um caminhão, acampando ao longo do trajeto e dormindo, a cada noite, em um lugar diferente em profundo contato com a natureza da África austral: durante 20 dias, embarcamos numa aventura daquelas que não se esquece. O ponto de partida é a Cidade do Cabo, na África do Sul. Operadoras de viagem locais oferecem diferentes roteiros pelo sul do continente africano a bordo de um truck, que na verdade em nada se assemelha a um caminhão, mas, sim, a um ônibus adaptado com tração 4x4 e superconfortável.

Uma aventura com segurança e autenticidade, em que você observa os animais em seu habitat, a natureza em estado bruto.
Durante a viagem, para se sentir um pouco mochileiro, ajuda-se a preparar a comida, cortando os vegetais, carne, etc, à moda do chefe-guia. Também lavamos os pratos, montamos e desmontamos a barraca todos os dias. Não foi tão moleza assim. Mas fizemos tudo isto a bordo do confortável truck. Além do que, as barracas também eram bem espaçosas para duas pessoas. Um luxo. Viajar num truck é aventurar-se em alto estilo. Não se negocia preço, confere horário de ônibus, procura restaurante, etc. Só lhe é "exigido" sentar na poltrona e apreciar a esplêndida paisagem pela janela.

A odisseia começa na praça Greenmarket, no centro da Cidade do Cabo. Parte-se cedo. Subimos pela costa oeste desde a Cidade do Cabo, na África do Sul, até Walvis Bay, na Namíbia. São três dias até a primeira parada turística com paisagem de tirar o fôlego: o monumental cânion Fish River, o segundo maior da África, de clima semidesértico, já no território da Namíbia. As temperaturas da região oscilam entre 48 graus de dia e 30 garus à noite, no período de outubro a março; e entre zero grau e 20°C, respectivamente, de abril a setembro.

 

turismo africa - moradora africa Cidadã típica dos arredores no Lago Mutanda, em Uganda

Espetáculo exótico

Na manhã seguinte, depois do delicioso café preparado pelo guia, que ao mesmo tempo é chef, desmontamos acampamento, e seguimos viagem para uma das espetaculares obras da natureza: o deserto da Namíbia, com suas ondulações do mar de dunas e matizes da cor ocre ao bege claro. O ponto auge da viagem. Um esplendoroso e exótico espetáculo. No dia seguinte, antes mesmo do alvorecer, o grupo sobe com lanternas até o topo da Duna 45, para ver o sol nascer na linha do horizonte. Presenciamos, então, a imagem de uma bola de fogo laranja-avermelhada, que se ergue no céu africano.

No sexto dia, cruzamos o Trópico de Capricórnio. Chegamos à bucólica cidade costeira de Walvis Bay e encontramos flamingos emoldurando o pôr do sol. Depois, temos um dia livre, segundo a programação da agência, que nos oferece atividades opcionais como: saltar de paraquedas, andar de quadriciclo motorizado (quad biking), sand boarding, sobrevoo e pescaria, entre outras atividades. Mas o visitante também pode simplesmente relaxar à beira-mar. De Walvis Bay na Namíbia partimos para o interior da África, em direção às impressionantes Cataratas Vitória, no Zimbábue.

Botswana e Zimbábue

Durante a travessia pela África Austral, em que passamos por quatro países, visitamos a tribo Himba, fizemos safáris em dois parques nacionais: não apenas o de Etosha, na Namíbia, como o de Chobe, em Botswana. E foi aí, em Botswana, o ponto alto nessa segunda fase da nossa viagem: o inesquecível camping no Delta do Okavango, quando foi a vez de fazer o safári a pé. Na África do Sul, tínhamos saltado de bungee jumping, mas o máximo da adrenalina da viagem foi mesmo esse safári a pé. Afinal, estávamos diante da expectativa de encontrar um ou algum dos Big Five - búfalo, elefante, leopardo, leão e rinoceronte - em plena selva africana.

No delta, acampamos sob árvores frondosas, dormindo no meio da savana africana. Passamos três dias e duas noites à margem do rio Okavango. A recomendação dos guias, caso aconteça de algum animal se aproximar, é não correr, e sim, olhar para eles. O máximo da tensão foi quando avistamos um búfalo, a pouquíssimos metros, entre os arbustos. O bicho pressentiu nossa presença. Mas correu para o outro lado. No décimo nono dia, por fim, alcançamos o Parque Nacional de Victoria Falls, no Zimbábue. 

 

 

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso