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Diário da Região

29/06/2017 - 00h00min

Vinhos para o inverno

Temperaturas frias pedem rótulos mais estruturados e potentes

Vinhos para o inverno

Johnny Torres Para quem for de fondue, o sommelier Sergio Musolino não indica os tintos: “Fondue de queijo pede um vinho de grande frescor. Um bom branco de região fria, como Riesling ou Sauvignon Blanc, é ideal”
Para quem for de fondue, o sommelier Sergio Musolino não indica os tintos: “Fondue de queijo pede um vinho de grande frescor. Um bom branco de região fria, como Riesling ou Sauvignon Blanc, é ideal”

Um jantar romântico. Uma recepção para amigos. Ou simplesmente relaxar com uma taça para sua melhor companhia, você mesmo: com a chegada do inverno, cresce o interesse por vinhos. E os mais indicados quando a temperatura cai são os tintos mais fortes, estruturados, potentes. Nesta época do ano, o consumo é menor de vinhos brancos, roses, espumantes e tintos mais leves, pois geralmente eles estão associados ao calor.

“Com o inverno, criamos um maior interesse por bebidas mais encorpadas, entretanto, como nosso inverno não é tão intenso assim, podemos pensar não só em vinhos muito ‘pesados’ para dar aquela sensação de aquecimento. Há opções de vinhos mais aromáticos que podem perfeitamente agradar ao paladar”, diz o proprietário de enoteca e sommelier Paulo Cursino.

“Quando falamos em vinhos mais encorpados e potentes, normalmente são vinhos mais complexos e alcoólicos, que obrigatoriamente deverão maturar (descansar e evoluir) em barricas novas de carvalho, por um período superior a 12 meses, para equilibrar a acidez da fruta, estruturar os taninos e gerar complexidade de aromas. Os vinhos que passam por esse processo, muitas vezes, trarão em seus rótulos a identificação de reservas ou gran reservas.

A passagem pela barrica de carvalho terá papel fundamental na longevidade deste vinho, além de gerar aromas que agradarão aos paladares mais exigentes, tais como o couro, o café, o chocolate, o coco, a baunilha, especiarias e frutas em compota.” Cursino destaca também que outra opção são os tintos jovens, menos encorpados e mais aromáticos. 

“Normalmente com passagem inferior a 12 meses em barricas de carvalho de segundo ou terceiro uso, que evidenciarão mais os aromas de frutas vermelhas ou negras frescas ou levemente maduras, tais como amora, cereja, framboesa, ameixa, mirtilo, cassis, entre outras”, diz. Vinhos do Alentejo, em Portugal, Ribera Del Duero, na Espanha, e alguns argentinos e chilenos estão na lista de indicações do sommelier Sergio Musolino, dono de uma delicatessen de vinhos em Rio Preto.

Além de vinhos mais encorpados, com mais extrato e teor alcoólico, na maioria das vezes tintos, dias frios pedem pratos literalmente mais quentes. “Se o prato for mais gorduroso, um vinho de maior teor de gordura é bem-vindo. Se tem mais fibra, como uma carne de panela, além da acidez, devemos procurar vinhos tânicos para equilibrar com as fibras”, explica Musolino, que alerta: “Um ‘erro clássico’ (claro que a regra é beber o que você gostar) é fondue de queijo com vinho tinto. Fondue de queijo pede um vinho de grande frescor, para equilibrar a gordura, e pouca estrutura, pois os queijos são pastosos. Um bom branco de região fria, como Riesling ou Sauvignon Blanc, é o ideal.”

Taças

Quem é apaixonado por vinhos e faz questão de manter uma coleção de taças, específicas para cada estilo de vinho, o ideal é ter em casa quatro tipos: uma taça para o espumante, uma para o vinho branco e outras duas para o vinho tinto, sendo recomendados os tipos Bordeaux e Borgonha. “A taça Bordeaux, que possui um bojo grande e borda mais fechada, é perfeita para degustação de vinhos tintos encorpados e com muitos taninos. 

Já a taça Borgonha possui um bojo maior que a de Bordeaux, em formato de balão, para que tenha mais contato com o ar, o que permite que os aromas dos vinhos mais frutados e elegantes sejam liberados mais rapidamente, realçando as suas qualidades e despertando o interesse em degustar o vinho”, explica Cursino. Para conservar as garrafas, a dica é mantê-las em uma adega própria para a bebida, climatizada entre 14ºC e 16ºC. “O ideal para os tintos é algo entre 15ºC a 18ºC. Os brancos, independentemente da época do ano, sempre abaixo de 10ºC”, explica Musolino.

Para quem não tem adega, o vinho pode ser acondicionado na geladeira. “Mas atenção aos detalhes: evite geladeiras com muito odor, como temperos ou pratos de cheiro forte. Em geladeira, 40 minutos para os tintos e 6 horas para os brancos são suficientes para colocá-los na melhor faixa de temperatura. Se o tinto estiver muito gelado, fica sem aroma e muito tânico; quente, fica picante e alcoólico. Se está há várias horas na geladeira, alguns minutos em temperatura ambiente são suficientes para chega à melhor faixa de temperatura”, diz.

 

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