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Diário da Região

25/04/2016 - 20h15min

Saúde

Tá difícil segurar

Saúde

Divulgação Ginecologista e mastologista Marcos Miqueletti mostra o minisling, cujo procedimento é menos invasivo e mais preciso para o tratamento de incontinência urinária em mulheres
Ginecologista e mastologista Marcos Miqueletti mostra o minisling, cujo procedimento é menos invasivo e mais preciso para o tratamento de incontinência urinária em mulheres

O minisling é hoje uma das novidades em tratamento de incontinência urinária em mulheres. O problema, caracterizado perda involuntária de urina, é uma realidade para cerca de 10 milhões de brasileiros e é duas vezes mais comum em mulheres. Em Rio Preto, o ginecologista e mastologista Marcos Miqueletti tem feito o procedimento, que é menos invasivo e mais preciso. Os slings são fitas sintéticas que sustentam a uretra e restabelecem o controle urinário por meio de um procedimento cirúrgico. 

O minisling, no entanto, reduz a quantidade de material sintético colocado na mulher e diminui o número de incisões de três para uma. Miqueletti explica que o tratamento é bastante procurado por mulheres que têm uma vida corrida e precisam de praticidade no tratamento. "Elas têm uma rotina cheia de tarefas e, quanto mais rápida for a recuperação, melhor. Saber que o tratamento é minimamente invasivo e que, em um dia, a vida volta ao normal, influencia muito", diz.

Alguns estudos apontam que 50% das mulheres podem apresentar o sintoma em algum momento da vida e 56% não procuram ajuda médica, por vergonha ou desconhecimento. O médico explica que não é toda mulher com incontinência que pode fazer o procedimento - é preciso analisar cada caso. "Esse procedimento é indicado em pacientes que apresentam perda de urina relacionada aos esforços e sem contraindicações ao procedimento." A cirurgia é realizada em ambiente hospitalar e geralmente com anestesia local e sedação. 

"A raque anestesia também pode ser indicada em situações especiais. O procedimento cirúrgico é de mínima invasibilidade, com incisão única em parede vaginal anterior na porção infrauretral e inserção de tela sintética de polipropileno. O tempo total é de aproximadamente 30 minutos." O pós-operatório e a recuperação são tranquilos. Miqueletti afirma que, por ser um procedimento pouco invasivo, o pós-operatório é mais favorável. "Causa pouco sangramento e pouca dor. A recuperação também é rápida. A paciente volta a desenvolver suas atividades cotidianas em média 30 dias depois."

Idosos estão mais sujeitos

A incontinência urinária pode acometer pessoas de todas as idades, no entanto, ataca mais a população idosa. Acredita-se que de 30% a 60% das pessoas com mais de 65 anos apresentem essa condição. Lilian Fiorelli, ginecologista da Alira Medicina Clínica, afirma que, em alguns casos, a pessoa não consegue segurar a urina ao tossir, espirrar ou durante a execução de exercícios físicos; em outras situações, a vontade de urinar é tão forte que não dá tempo de chegar ao banheiro.

Pacientes com incontinência costumam esconder o problema de amigos, familiares e até de médicos. Outros deixam de sair de casa por vergonha, o que gera impacto negativo na qualidade de vida deles, comprometendo seu bem-estar físico, emocional, psicológico e social. Neste cenário, a incontinência pode causar depressão e atrapalhar as relações sociais e familiares. No entanto, uma avaliação bem feita pode determinar a causa e o tratamento mais adequado.

Fatores de risco

Múltiplas gestações, obesidade, esforços físicos intensos, lesão no esfíncter da uretra durante o parto normal ou fórceps são alguns dos fatores de riscos da incontinência. Outros são menopausa, tabagismo, doenças de colágeno, doenças e lesões da medula, cirurgias da bexiga, de órgãos genitais femininos e outros órgãos pélvicos, assim como doenças que afetam os nervos ou músculos (derrame cerebral, esclerose múltipla, poliomielite, distrofia muscular, entre outros). O problema também pode estar associado ao prolapso de órgão pélvico, popularmente conhecido como bexiga caída. Além do tratamento cirúrgico, exercícios físicos e assistência fisioterapêutica podem ajudar a reforçar a musculatura do assoalho pélvico. 

As opções para eles

Assim como as mulheres, os homens que sofrem com incontinência urinária, em casos de incontinência leve e moderada, também podem ser tratados com sling. A implantação de um esfíncter artificial também é opção para eles, segundo o urologista Gustavo Wanderley, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia - PE. "É um recurso que apresenta mais de 90% de satisfação para homens com incontinência decorrente de cirurgia prostática."

Apesar de benéfico no tratamento da doença, o exercício físico também pode ser um vilão. Atividades com muitas repetições seguidas por exercícios de alto impacto podem contribuir para o surgimento da incontinência de esforço em pessoas que já possuem predisposição, em especial as mulheres. "Ocorre quando a pessoa passa a perder urina quando tosse, ri e faz exercícios físicos. É involuntário. Na maioria dos casos, a pessoa tem os sintomas, mas não procura ajuda por achar normal alguma perda de urina durante o treino ou exercício mais pesado." 

Nenhuma perda involuntária de urina é normal. Neste caso, após o episódio, a pessoa deve procurar ajuda médica para identificar a causa. Wanderley explica que os exercícios realizados com peso e em séries com muitas repetições podem sobrecarregar os músculos que sustentam a parte de baixo do abdômen. Isso ocorre porque o impacto repetitivo é transmitido ao assoalho pélvico e pode comprometer os ligamentos e a musculatura, causando fadiga desses músculos e dos que envolvem a uretra. 

Causa de incontinência

  • Infecções urinárias ou vaginais
  • Efeitos colaterais de medicamentos
  • Constipação intestinal
  • Fraqueza de alguns músculos
  • Obstrução da uretra pelo aumento da próstata
  • Doenças que afetam os nervos ou músculos
  • Alguns tipos de cirurgia ginecológica

 
Fonte: www.hospitalsiriolibanes.org.br

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