Diário da Região

29/06/2002 - 00h05min

Reflexão

Sozinho, mas feliz

Reflexão

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Quem disse que para ser feliz precisamos estar casados, namorando ou na procura desesperada por alguém? Já se foi o tempo que um relacionamento afetivo era o passaporte para a felicidade. Não que a nova onda é se tornar um ser frio, isolado e sem perspectivas de amar. Mas estar sozinho também pode ser uma fase interessante da vida para repensar conceitos, fazer novas amizades e sentir-se mais dono de si. Segundo a psicóloga rio-pretense Ana Márcia Sanches de Almeida Vianna, que atende crianças, adultos e casais, temos a tendência de associar a idéia de estar sozinhos à infelicidade. “Hoje, isso não é verdadeiro, as pessoas também conseguem estar bem mesmo sem um relacionamento afetivo”, afirma. Em virtude das novas tendências de comportamento, homens e mulheres deixam para se casar mais tarde, investem na vida profissional e fazem questão de não ter compromisso afetivo tão cedo. “Há quem seja bem mais feliz sozinho porque tem a oportunidade de se conhecer melhor”, observa a psicóloga Ana Paula Castro Teixeira Aissa.

Estar contente com o trabalho, a família e com os amigos ajuda a suprir a falta de uma relação amorosa. “As pessoas que estão sozinhas podem viajar, administrar seu próprio dinheiro e ter muita satisfação”, completa. O “estar enamorado” como condição essencial de vida social é tão cultural que os que cercam homens e mulheres solteiros se preocupam em ajudá-los a encontrar alguém para paquerar. Mas nem sempre o objetivo é esse. É grande o número de pessoas que não estão à procura de uma cara-metade e não se preocupam nem um pouco com isso.

Experiências ruins
A psicóloga Ana Paula Castro explica que há uma diferença em estar sozinho por opção ou não querer se relacionar por medo de passar por experiências ruins como no último namoro ou casamento. “Não querer se relacionar é adotar uma defesa e se fechar para o mundo”, alerta. E ela dá a dica. “Não se deve fechar o coração. Nessa hora é importante canalizar boas energias”. Não há dúvidas de que a mulher sozinha acaba sendo bem mais cobrada pela família e pela sociedade do que o homem, que tem maior tolerância para a solteirice. “A impressão que se tem é que o sexo feminino tem de obedecer a um ciclo que inclui casar e ter filhos, mas não é bem por aí”, observa Ana Márcia. Ela ressalta, no entanto, que o casamento não deve ser associado à infelicidade, mas que é preciso ter claro que estar bem não passa necessariamente pela relação amorosa. Qualquer uma das condições (estar solteiro ou casado) tem fatores prós e contras. No primeiro caso, se por um lado há liberdade, do outro está a solidão. Há também muitos casados que se sentem como verdadeiros prisioneiros. “É preciso cuidado para não levar as situações ao extremo”, alerta Ana Márcia. As psicólogas ressaltam: de uma forma ou de outra, as pessoas têm necessidade de se relacionar e devem estar sempre em contato com alguém.

O poder delas
A psicóloga Ana Paula acredita que as mulheres “se viram” melhor quando estão sozinhas. Hoje, a maioria está interessada em conseguir a independência financeira e acaba levando isso para o setor amoroso. “Elas se envolvem mais com os sobrinhos e a família, por exemplo, e não sentem tanta falta de um homem”, comenta. Eles, ao contrário, tendem a ficar deprimidos quando passam a morar sozinhos.

Para os solteiros de plantão, eis algumas coisas que dão o maior prazer em fazer sozinho:

>> Fique o tempo que quiser lendo, ao telefone ou na internet, sem precisar dar satisfação a ninguém.

>> Se ainda não tiver, adote um hobby. Aprender a fotografar, por exemplo, é uma boa alternativa.

>> Perca aqueles quilos indesejáveis. Estando sozinho é mais fácil decidir o que comer e o que não comer.

>> Para levantar a auto-estima, liste suas qualidades e invista nelas.

>> Não pense duas vezes em ir sozinho ao cinema, ao teatro ou a um restaurante. Aproveite para exercitar a observação e apre

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