X
X

Diário da Região

05/04/2015 - 02h09min

Saúde emocional

Ser feliz só é possível sem se esconder às sombras de uma relação afetiva

Saúde emocional

Stock Images/Divulgação NULL
NULL

Ilusão de completude, dependência emocional e baixa autoestima são cruciais para determinar as razões erradas de busca da felicidade. Com esses "ingredientes", o que se consegue é só viver na sombra de outra pessoa, mantendo uma relação que até pode parecer, mas não será suficiente para ser feliz de fato. Quem consegue visualizar essa situação e dar início à própria libertação transforma sua visão do que é felicidade, principalmente a percepção da vida a dois. Também torna-se uma pessoa mais autoconfiante e consciente de suas capacidades, afirma a psicóloga Cristiane Francisco Alves Lorga, especialista em intervenção familiar, do Instituto Terapia Sistêmica (ITS), de Rio Preto. "Todos os relacionamentos ganham com essa libertação, tanto amoroso, quanto profissional, familiar e social", destaca a profissional. 

Durante esse processo de libertação da relação afetiva, o conceito de felicidade é reelaborado aos poucos, pois não modifica-se do dia para a noite. Entre os nós desfeitos está a necessidade de segurança e estabilidade. Essa figura de porto seguro ligado a uma outra pessoa deve ser desmanchada para dar espaço a autossegurança, diz a psicóloga Karina Rodrigues, de Rio Preto, professora e mestre em educação pela Universidad de Jaén, na Espanha. 

Processo pode ser doloroso Fortalecimento interior

Quando não há espontaneidade em deixar de lado a sombra afetiva, o que acaba forçando a abandoná-la é a dor. Isso porque funcionamos com uma hierarquia de valores em nossa vida, afirma o psiquiatra rio-pretense Ururahy Barroso, na qual a felicidade talvez não esteja entre as prioridades máximas. 

"Ela fica nessa sombra até doer muito, pois quando a dor do presente for mais alta que a dor futura da mudança, aí ela muda. Um sofrimento que sempre pode ser evitado quando a mudança é espontânea. Sem contar que viver na sombra de alguém costuma gerar transtornos mentais, como depressão, ansiedade e pânico", informa Ururahy Barroso. 

Esse processo, mesmo que doloroso, mostra que viver na sombra de alguém para manter uma relação afetiva não faz sentido. Despertar para a liberdade e a felicidade, tomando as rédeas do próprio destino, tem proporções grandiosas. "Quando se liberta, aprende-se que a libertação é necessária para a felicidade", acrescenta o psiquiatra.

Fortalecimento imterior

Com ou sem dor, o processo de evolução emocional começa admitindo a necessidade desse crescimento. Geralmente, é difícil conseguir esse amadurecimento sozinho, sendo importante a caminhada com um apoio profissional, principalmente para a aquisição de ferramentas que ajudem no desenvolvimento das habilidades essenciais, como o resgate e fortalecimento interior. "A pessoa sente-se capaz, segura, vitoriosa, inteira, autônoma, responsável pelas próprias decisões. Sua autoestima fica elevada e o indivíduo fica pronto para um relacionamento saudável", destaca a psicóloga Cristiane Francisco Alves Lorga.

Felicidade individual

"Ninguém completa ninguém. Só existe felicidade a dois quando existe felicidade em cada um", afirma o psiquiatra Ururahy Barroso. O raciocínio é simples: de que adianta pegar emprestado para si a forma de viver e a felicidade alheia? A psicóloga Karina Rodrigues concorda ao destacar que "estar feliz é estar bem consigo mesmo e em paz.""O segredo da felicidade é estar feliz sozinho e poder multiplicar essa felicidade quando se está com um companheiro. A felicidade também acontece no agora, no presente e não quando o parceiro mudar", destaca a psicóloga. 

A felicidade de um casal deve vir da autocompletude - seja feliz e, então, "derrame" uma felicidade à outra. O sentimento unilateral para sustentar duas pessoas não é suficiente para ter uma relação sadia emocionalmente, pelo contrário, diz o psiquiatra: é desgastante e sofrida para os dois lados. 

O que muda

:: Acredita mais em seus valores pessoais e na capacidade de tomar decisões e fazer escolhas

:: Deixa de se sentir agradecida quando inicia um relacionamento. Agora é merecedora

:: Não mantém um relacionamento doentio, violento e destrutivo

:: Não sente necessidade de aceitação, aprovação e reconhecimento do outro para se sentir valorizada

:: Passa a desejar a companhia de outra pessoa por ser agradável, não para satisfazer suas necessidades

:: Percepção sadia da vida amorosa estende-se para a convivência dos amigos, colegas de trabalho, pais e filhos 
 
Fonte: Cristiane Francisco Alves Lorga, psicóloga

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso