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Diário da Região

12/07/2016 - 09h46min

Obesidade

Quer emagrecer? Mitos e verdades da cirurgia bariátrica

Obesidade

Divulgação OMS quer acabar com a obesidade no mundo já na infância (Foto: Divulgação)
OMS quer acabar com a obesidade no mundo já na infância (Foto: Divulgação)

Emagrecer é um assunto muito sério, afinal o excesso de peso não tem ligação apenas com a estética, mas sim com a saúde e a qualidade de vida. No Brasil, o Ministério da Saúde alerta que mais da metade da população está longe do seu peso ideal. E para equilibrar essa balança a cirurgia bariátrica tem sido a opção de mais de 60 mil pacientes, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). Mas, mesmo sendo a operação mais procurada, alguns pessoas tem dúvidas e desconfiança sobre os seus benefícios. Para isso, Sérgio Barrichello, gastroenterologista e endoscopista da Clínica Healthme gerenciamento de perda de peso esclarece abaixo sobre as vantagens, os riscos e a possibilidade de reganho de peso do tratamento. 

Mais da metade dos brasileiros está acima do peso

No Brasil, mais de 50% da população – entre as pessoas de mais de 20 anos – está acima do peso ou obesa. Uma pesquisa de opinião mostra que os brasileiros tendem a subestimar o fenômeno. Dois terços dos americanos estão acima do peso, mas eles também subestimam a escala do problema. A Grã-Bretanha não é muito diferente; 62% das pessoas estão acima do peso saudável recomendado e acredita que a população está mais magra, supondo que apenas 44% são pesados demais. França, Alemanha e outros países europeus estão igualmente equivocados. Mas as maiores lacunas entre a percepção e a realidade estão em países do Oriente Médio, como Israel e Arábia Saudita. Em geral, as mulheres têm uma percepção mais próxima da realidade do que os homens, mas na Índia e na Arábia Saudita, onde os índices são extremos, os homens são um pouco mais precisos.

OMS tenta ações para acabar com a obesidade já na infância

A preocupação de que a proporção de gordura está aumentando excessivamente deu origem a ações para combater a obesidade, especialmente no caso das crianças. A Organização Mundial da Saúde (OMS) promoveu a primeira reunião da Comissão “Acabar com a obesidade infantil” em 2014, reconhecendo a ligação entre a obesidade de jovens e doenças não-transmissíveis, como diabetes, e doenças musculoesqueléticas e cardiovasculares na vida adulta. O número de crianças de 0-5 anos de idade que estavam acima do peso aumentou um terço em todo o mundo, entre 1990 e 2013. A previsão é que esse número suba outros 70% até 2025, se nada for feito. Na Inglaterra, um programa abrangente de medição de peso em crianças, lançado em 2006, fornece evidências claras do problema por lá. Entre as crianças com cinco anos em 2007, 9,6% eram obesas; nas de 11 anos, a proporção saltou para 19,1%. Em seu relatório anual, o diretor médico da Inglaterra centrou-se na importância da dieta perinatal e na saúde das mães como sendo elementos centrais de luta contra a obesidade do pré-natal à idade adulta.


Mitos e verdades sobre a cirurgia bariátrica

Qualquer pessoa acima do peso pode fazer a cirurgia bariátrica?
Mentira-
“A cirurgia só deve ser feita quando o paciente já tentou mudar seus hábitos, ou seja, adotou uma dieta equilibrada, conseguiu manter uma rotina de exercícios, usou medicamento – sob orientação médica -, e mesmo assim, nenhuma dessas opções surtiu efeito”, explica Barrichello. Além do mais, é preciso se encaixar no IMC (Índice de Massa Corporal) exigido pela SBCBM, que é igual ou maior que 40 kg/m² há mais de dois anos, ou acima de 35 kg/m² com doenças associadas, como diabetes ou hipertensão arterial.

Depois da cirurgia tenho risco de ter anemia?
Verdade-
“O paciente deve ser acompanhado de perto pela equipe multidisciplinar porque o risco de desenvolver complicações nutricionais, como anemia, falta de vitamina B12, D, ácido fólico ou cálcio é maior do que em uma pessoa que não fez a operação”, explica o gastroenterologista.

Posso ter filhos depois da cirurgia?
Verdade-
 A gravidez em uma mulher obesa é considerada de risco, sendo assim, após o emagrecimento a fertilidade melhora e a gestação pode acontecer de forma saudável. “Porém é preciso esperar até dois anos para planejar a chegada de um filho. Esse período é necessário devido à adaptação do corpo após a cirurgia”, ressalta Barrichello.

 Vou ter que continuar com a dieta, mesmo após a operação?

Verdade. O ganho de peso acontece principalmente com pacientes que não seguiram as orientações da reeducação alimentar. “A cirurgia é um reforço extra que garante que o paciente irá deixar de ser obeso, mas a consciência dele e a mudança de hábitos é o que reforça o resultado do procedimento”.

A bariátrica reduz o risco de outras doenças?

Verdade. Nessa lista estão o diabetes, a hipertensão arterial e a apneia do sono. Há estudos que falam até na redução do risco de Alzheimer, devido à melhora de oxigenação no cérebro, decorrente da perda de peso. “O fundamental é que o paciente passe por uma avaliação médica e saiba quais os riscos e benefícios da cirurgia para o caso dele, para que assim a perda de peso se torne algo prazeroso e satisfatório”, finalizar Barrichello.

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