Diário da Região

31/07/2004 - 00h48min

Rotina

Quando a paixão acaba

Rotina

Orlandeli/Editoria de Arte NULL
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Um friozinho na barriga, coração disparado, maçãs do rosto com certo rubor, uma mistura de timidez e desembaraço e, além disso, a sensação de estar nas nuvens, valorizado e apaixonado. Quem não gosta de experimentar estes estados que um início de relacionamento proporciona?
O difícil é manter toda essa chama no decorrer dos anos. Uma rotina cansativa faz até com que o perfume sedutor do começo passe a ser enjoativo com o passar do tempo. É fato que no início tudo é maravilhoso e a tendência natural das pessoas é venerar o parceiro e colocá-lo num pedestal. Os problemas surgem quando esse pedestal balança e a figura que estava sobre ele cai vagarosamente ou despenca de uma só vez. Ou seja, o parceiro, que no começo do relacionamento
era venerado, pode passar a ser malhado pelo outro.

Basta apenas que os defeitos sejam mais valorizados que as qualidades. De acordo com a psicóloga psicodramatista Cláudia Longhi Ercolin, faz parte do encantamento achar que o outro não tem defeitos no começo do envolvimento afetivo. Isso ocorre porque o par não é visto como
de fato é, mas como uma figura ideal e perfeita, tal qual se sonhava
encontrar. Além disso, a psicóloga diz que faz parte da conquista mostrar apenas as qualidades num primeiro momento. Apsicoterapeuta e acupunturista Amale Ali Saidah endossa as palavras de Cláudia e lembra
que tudo o que é novo é mais atraente e animador, sem contar o sabor inicial da paixão. Ela diz que o amor acontece com o tempo e saber lidar com os defeitos do outro faz parte da aceitação. "Ninguém tem
100 % de qualidades ou defeitos", afirma.

Apesar dos envolvidos saberem que vão conhecer os defeitos
do outro têm dificuldade em lidar com a realidade. Cláudia explica que as pessoas têm conhecimento de causa e acreditam que com elas o
desenvolvimento da relação será diferente. "O desejo é que a
paixão não acabe. Que a perfeição e ausência de conflitos perdure
por toda a vida." A psicodramatista ressalta que quando o encantamento
acaba e os conflitos surgem é o momento da transformação da paixão em amor. Se isso não acontece, a relação vai se desfalecendo até acabar. Com o desenrolar da relação, a tendência é um se adaptar ao outro.

Críticas construtivas e/ou tentativas de transformação
da companhia também podem aparecer. O importante é saber que as críticas construtivas são sinônimo de uma conversa clara, límpida, em que um fala e o outro escuta. Somente depois é que o ouvinte
dirá se concorda com a situação esboçada. "Quando o casal se escuta e
pensa juntos é possível tirar conclusões positivas e assertivas",
diz Cláudia. Ela lembra que toda crítica construtiva é uma tentativa de
transformação. A crítica passa a ser destrutiva quando a intenção
ou a necessidade é humilhar e desqualificar. "Se nada do que o companheiro fala é suficientemente bom para chegarem a alguma conclusão, o acordo também será complicado".

Para não enxergar apenas as imperfeições um do outro, primeiro é importante que cada um assuma seus próprios defeitos,
pois é comum as pessoas acusarem alguém de algo para projetar, inconscientemente, seus conflitos. "É mais fácil agir assim do que assumi-los, já que perceber a si próprio significa ter que fazer
algumas mudanças na vida e no relacionamento." Amale aconselha os casais a se observarem, pois acredita que se um cobra demais determinada atitude pode ser que esta seja sua vontade. Como exemplo ela cita o ciúmes. "Se cobro porque meu namorado olha muito para os lados, pode ser que eu também tenha esta atitude e não perceba", afirma. Segundo ela,ummétodo interessante é o de devolver ou se imaginar no lugar de quem é cobrado. "Imagine sempre como seria
se a situação fosse inversa. Seria agradável e verídica? A situação é
real ou imaginária? Reflita e obtenha as respostas", ensina. Outra dica de Amale é a valorização de si mesmo. As pessoas devem acreditar que são as melhores para seus companheiros. "Quando as pessoas se valorizam
deixam de se agredir com gestos, acusações ou cenas de ciúme,

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