Diário da Região

26/10/2003 - 08h05min

Espiritualidade

Quando a medicina e a religião se encontram

Espiritualidade

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O ditado popular diz que ?a fé move montanhas?. Na prática, a afirmação significa que acreditar numa força superior pode fazer diferença quando nos deparamos com situações difíceis como lidar com o fio tênue que existe entre a vida e a morte. É pautado por esta crença que o médico paulistano Roque Marcos Savioli, 53 anos, cardiologista do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas), assume a importância da religiosidade na sua vida profissional, mesmo sendo alvo de críticas. Savioli faz parte de uma nova geração de profissionais de saúde que associam a espiritualidade ao trabalho que desenvolvem em clínicas e hospitais, antes considerados templos da ciência e da razão. ?O médico tem de analisar o ser humano em suas dimensões física, psíquica e espiritual?, afirma sem receio.

Seguindo uma tendência que vem crescendo no Brasil nos últimos anos, Savioli esteve na semana passada em Rio Preto, a convite de um grupo de oração católico, para falar sobre fé e medicina. A discussão já teve seu auge este ano, com a realização de um congresso em junho, que reuniu cerca de mil médicos espíritas em São Paulo que também debateram a importância da abordagem holística no tratamento de doenças. Polêmico, Savioli é um dos poucos que ignoram as críticas e assumem fervorosamente a condição de cristãos. É autor do livro ?Milagres que a Medicina Não Contou? (Editora Ágape), em que relata casos de cura que ele considera obras de Deus. Seu trabalho mais recente ?Depressão - Onde está Deus? retrata o que chama de ?mal silencioso?, que faz com que as pessoas acreditem ter doenças físicas graves. Sempre ao lado da mulher, Gisela Savioli, 48 anos, o médico conta que se deparou inúmeras vezes com pacientes que se encontravam entre a vida e a morte. ?Ouvi depoimentos e presenciei casos que só poderiam ser explicados pela existência da fé e de Deus?, revela em entrevista ao Diário.

Casos inexplicáveis
No livro ?Milagres que a Medicina Não Contou?, Roque Savioli conta 12 casos que ele considera milagres. Entre eles, o médico destaca pelo menos dois que lhe chamaram muito a atenção. Certo dia, ele e a mulher estavam caminhando pelo Parque Ibirapuera quando, de repente, um ciclista passou por eles fazendo ruídos estranhos. De repente, conta o médico, ele bateu na guia, caiu e começou a ter uma crise convulsiva. ?Atendi o rapaz, cujo coração chegou a parar porque sua musculatura contraiu muito e ele não conseguia respirar. Ele teve uma parada cardíaca?. Savioli, por incrível que pareça, é especialista em atendimentos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). ?Não foi sorte nem coincidência e sim a providência de Deus eu estar passando ali naquele momento?. Segundo o médico, sem os procedimentos imediatos seria difícil que o homem escapasse com vida.

Outro caso que chama a atenção diz respeito a um morador da cidade de Teófilo Otoni (Minas Gerais). Ele procurou o Incor para submeter o filho a uma cirurgia no coração. Aleatoriamente, o paciente foi consultado por Savioli. Mesmo saudável, já que estava no hospital, o mineiro aproveitou para fazer exames de check-up. ?Descobrimos que ele tinha uma lesão grave nas coronárias e precisou ficar internado para ser operado?, conta. Todas as vezes que o médico marcava a cirurgia, o paciente tinha febre, o que se repetiu durante duas semanas. E justamente no dia em que ele pôde ser operado, no momento em que o cirurgião abriu o tórax para o procedimento, a aorta, a artéria mais importante do coração, rompeu no rosto do médico. ?Se isso tivesse acontecido minutos antes, o paciente teria morrido. Ou seja, aconteceu no momento em que o médico estava com todos os recursos na mão. E o mais curioso, o cirurgião que estava operando é um dos maiores especialistas em aneurisma de aorta no Brasil. Isso para mim é que é um milagre?, ressalta Savioli.

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